Alckmin diz que Brasil tem ‘dívida com as mulheres’ e critica discriminação de gênero

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Por G1 — Brasília


Geraldo Alckmin, do PSDB, fez campanha em São Paulo e Porto Alegre

Geraldo Alckmin, do PSDB, fez campanha em São Paulo e Porto Alegre

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (29), durante agenda eleitoral em São Paulo, que o Brasil “tem uma dívida com as mulheres” e que não é possível permitir a discriminação de gênero.

O presidenciável tucano fez campanha na manhã deste sábado no bairro da Lapa, na zona oeste da capital paulista. Em uma entrevista coletiva em meio ao ato eleitoral, Alckmin declarou que, na visão dele, a Lei Maria da Penha – que estabeleceu medidas de proteção para as mulheres vítimas de violência e punição rígida aos agressores – foi “um avanço”, porém, ele destacou que o país tem uma “dívida” com as mulheres em relação à impunidade.

“O Brasil tem uma dívida com as mulheres, uma dívida em relação à violência, muita impunidade. A Lei Maria da Penha foi um avanço”, enfatizou.

O tucano voltou a lembrar que o estado de São Paulo foi o primeiro a ter delegacia especializada na defesa da mulher. A iniciativa foi tomada na época em que o presidente Michel Temer ocupou o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo, na gestão do governador Luiz Fernando Fleury Filho (1991-1995).

Alckmin também defendeu igualdade de oportunidades para mulheres no mercado de trabalho. Ele afirmou que, na Alemanha, a legislação não permite que homens e mulheres tenham salários diferentes para exercer as mesmas funções, com o mesmo nível de capacitação.

“Uma sociedade plural, que quer ser justa como é a sociedade brasileira, que aspira por isso, nós temos que resgatar e não permitir discriminação contra as mulheres”, ponderou o candidato do PSDB.

O tucano disse que, se eleito, vai trabalhar para ampliar vagas em creches e pré-escolas para famílias “mais vulneráveis”.

Micro e pequenas empresas

Geraldo Alckmin também afirmou neste sábado que pretende facilitar o crédito e reduzir a carga tributária para micro e pequenos empresários. Segundo ele, o brasileiro quer abrir um negócio próprio e ter renda.

“O brasileiro é muito trabalhador e muito empreendedor. Eu vou fazer duas coisas para quem quer empreender ter crédito. Crédito mais barato, como nós fizemos aqui em São Paulo. Juro zero para o pequeno empreendedor e médio empresário, BNDES financiando e fomentando a atividade empreendedora, redução de carga tributária, simplificação de natureza tributária e desburocratização”, disse o tucano aos jornalistas.

Remuneração do FGTS

O presidenciável tucano voltou a criticar neste sábado o rendimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pela Taxa de Referencial (TR), calculada pelo Banco Central e que, geralmente, é inferior à inflação. Se vencer a disputa pelo Palácio do Planalto, ele disse que pretende substituir a TR pela Taxa de Longo Prazo (TLP) para correção do fundo de garantia.

“Nós temos visto o fundo de garantia rende menos do que a inflação. O dinheiro do trabalhador derrete, não corrige nem a inflação. Nós vamos aplicar a TLP, que é inflação mais juros”, declarou.

Alckmin defendeu ainda a ideia de permitir que metade do FGTS possa ser aplicada conforme o desejo do trabalhador, como CDI e poupança. Nos últimos 17 anos, o FGTS acumulou perda de quase 40% para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Porto Alegre

Na tarde desse sábado, o candidato visitou Porto Alegre (RS). Acompanhado de apoiadores, ele foi na orla do lago Guaíba, onde conversou com eleitores, tirou fotos e falou sobre suas propostas.

“Nós estamos tendo hoje no Brasil inteiro o #Elenão. Vou trazer uma palavra sobre as mulheres. Fiz questão que fosse nossa companheira de chapa a Ana Amélia [candidada a vice-presidente]”, declarou, acrescentando que é preciso que as mulheres tenham mais “protagonismo” na política brasileira.

O candidado do PSDB disse ainda que vai trabalhar para que as mulheres possam ter creche e pré-escola para seus filhos. “Eu quero ser o presidente da primeira infância, investir muito na educação infantil, não permitir violência contra as mulheres, acabar com essa cultura de impunidade”, afirmou Alckmin.

Ele também disse ser um “absurdo verdadeiro” a possibilidade de um candidato não aceitar o resultado das eleições, em referência ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que declarou na úlitma sexta-feira (28) que só reconheceria o resultado da eleição caso ele ganhasse.

“Primeiro não vai ganhar, o que seria muito ruim para o país. Acho que a crise seria agravada. Agora a outra que, você se elege 7 vezes deputado federal e não contesta a justiça eleitoral… Se perder é fraude. Não, não é dessa forma desacreditando a justiça eleitoral irresponsavelmente. Desacreditando a polícia federal irresponsavelmente”, concluiu.

G1

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