Bolsonaro defende reforma da Previdência e diz que não pretende aumentar alíquota

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Bolsonaro diz que não pretende aumentar alíquota de contribuição da Previdência para 22%

Bolsonaro diz que não pretende aumentar alíquota de contribuição da Previdência para 22%

O presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a defender nesta sexta-feira (9) a reforma da Previdência Social e afirmou que não pretende aumentar a alíquota de contribuição para 22%. Bolsonaro também criticou uma questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Pela manhã, Bolsonaro recebeu o embaixador da Argentina no Brasil, Carlos Magariños, que é especialista em indústria e comércio internacional. O presidente eleito também recebeu um grupo de diplomatas representando o governo da Alemanha.

No início da tarde, o presidente eleito saiu de casa discretamente e foi até uma agência bancária. Menos de uma hora depois, Bolsonaro voltou já com toda a escolta da Polícia Federal.

No início da noite, Jair Bolsonaro fez um pronunciamento ao vivo pela internet. Ele disse que deve anunciar na semana que vem os nomes dos ministros da Saúde, das Relações Exteriores e Defesa.

O presidente eleito também falou sobre o reajuste de 16% para os ministros do Supremo Tribunal Federal aprovado peloSenado na quarta-feira.

“Quero deixar bem claro: não sou o presidente da República. Estão botando na minha conta o reajuste do Judiciário, estão botando na minha conta o reajuste do Judiciário, como se tivesse poderes para impedir. Eu dei a minha opinião, que era inoportuno aquilo no momento, mas a decisão não é minha. A decisão, agora, está nas mãos do presidente Michel Temer, se vai sancionar ou se vai vetar”, afirmou.

Jair Bolsonaro também falou sobre a reforma da Previdência. Ele negou que esteja em estudo aumentar para 40 anos o tempo de contribuição para aposentadoria integral e aumento da alíquota de contribuição para 22%. Ele disse que a maior preocupação é a Previdência dos funcionários públicos.

“Queremos uma reforma da Previdência, mas não podemos começar com a Previdência pública normal que está aí, do trabalhador da iniciativa privada, aquele que paga e desconta os 11% do INSS, não é por aí. Tem coisa errada? Tem. Tem que se rever alguma coisa? Tem. Mas a pública é mais deficitária”, disse.

“Eu gostaria de até dar mais direitos para todo mundo. Quem não gosta de dar direitos para todo mundo? Mas o Brasil, como está, está chegando no limite na questão orçamentária, que quase tudo é despesa obrigatória. E a despesa previdenciária está subindo assustadoramente”, acrescentou.

Bolsonaro também falou sobre a indicação de Sérgio Moro como ministro da Justiça.

“O Sérgio Moro vai pegar vocês, abra teu olho, hein? Ele lá, agora, ao contrário do que uns estão falando aí, ele pescava com varinha. Agora, vai pescar com rede de arrastão de 500 metros. E nós queremos isso, o povo quer isso”, disse.

Bolsonaro ainda criticou uma questão da prova do Enem que usou termos específicos do vocabulário LGBT.

“Esta prova do Enem – vão falar que eu estou implicando, pelo amor de Deus –, este tema da linguagem particular daquelas pessoas, o que temos a ver com isso, meu Deus do céu? Quando a gente vai ver a tradução daquelas palavras, um absurdo, um absurdo! Vai obrigar a molecada a se interessar por isso agora para o Enem do ano que vem?”, indagou o presidente eleito.

“Podem ter certeza e ficar tranquilos. Não vai ter questão desta forma ano que vem, porque nós vamos tomar conhecimento da prova antes. Não vai ter isso daí”, afirmou.

“Queremos que na escola a molecada aprenda algo que no futuro lhe dê liberdade, que ele possa ganhar o pão com trabalho, não fique com essas questões menores que a gente vê por aí de ideologia de gênero. Qual a importância disso? Vai ser feliz, cara! Se você quer se feliz com outro homem, vai ser feliz! Se você é mulher e quer ser feliz com outra mulher, vai ser feliz”, disse.

“Mas não fiquem perturbando isso nas escolas, obrigando a criançada a estudar besteira que não vai levar a lugar nenhum. Quem ensina sexo é papai e mamãe, ponto final. Pronto e acabou”, completou.

G1

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