Como Eunício costurou ao seu gosto a maior coalizão partidária que o Ceará já viu

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Camilo, Eunício e o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Sousa, reunidos na casa do senador, em Brasília. Demandas à domicílio.

A cada vez que procurado, o influente Eunício moveu suas peças, destravou recursos e acumulou créditos políticos

 

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Dono da agenda do Senado, Eunício Oliveira (MDB) soube usar a seu favor a influência junto a ministros e a órgãos do Governo Federal para desenhar ao seu gosto o quadro político do Ceará. O senador apenas teve que ficar esperando ser procurado pelo governador Camilo Santana, pelo prefeito Roberto Cláudio, por diversos prefeitos (como Ivo Gomes, de Sobral, e até pelo PT com suas demandas onguistas. Todos ávidos por recursos.

A cada vez que foi procurado, Eunício moveu suas peças, conseguiu respostas positivas e acumulou créditos políticos. A posição de presidente do Senado é tão privilegiada na arquitetura política de Brasília que o senador nem precisou acessar o presidente Michel Temer para resolver questões que envolviam muitos milhões de reais. Para destravar recursos, bastou conversas diretas com ministros ou a influência sobre a burocracia do poder.

Foi o que fez, por exemplo, em 25 de abril, quando Eunício recebeu em sua casa, em Brasília, às margens do Lago Paranoá, o governador Camilo Santana com uma série de demandas. Para ouvi-las, na sequência, enfileiraram-se o ministro da Integração, Antônio de Pádua, o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Sousa e o ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

Eunício, Camilo e o ministro Alexandre Baldy (Cidades) na varanda do senador, às margens do lago.
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