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Filiação dos Bezerra abre crise no PMDB de Pernambuco

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O convite dos caciques nacionais para que Fernando Bezerra Coelho e o filho dele, o hoje ministro Fernando Bezerra Coelho Filho, se filiassem ao PMDB abriu uma crise sem precedentes no partido em Pernambuco, domicílio eleitoral dos dois – a cerimônia de filiação se deu no último dia 6, em Brasília.

É que a promessa do presidente em exercício do partido, senador Romero Jucá (PMDB-RR), foi a de que se os dois optassem pelo PMDB –eles deixaram o PSB– teriam o controle do diretório regional.

A questão é que, para cumprir esta promessa de entregar o partido aos Bezerra Coelho, o comando nacional do partido terá de dissolver o diretório estadual, constituído desde 1966, tendo como um dos fundadores o hoje deputado Jarbas Vasconcelos. Jarbas deve reagir à iniciativa de Jucá.

O PMDB em Pernambuco é comandado pelo hoje vice-governador, Raul Henry, e está aliado ao PSB do governador Paulo Câmara.

Raul Henry observa que a característica do PMDB é o respeito aos diretórios estaduais, todos constituídos e não provisórios, como acontece com outras legendas.

Diante da situação em Pernambuco, outros diretórios estaduais, como o de Santa Catarina e Rio Grande do Sul prometem reagir contra o comando nacional do partido.

Mauro Marcio, de Santa Catarina vai propor, por exemplo, a dissolução da comissão executiva nacional, presidida interinamente por Romero Jucá devido ao afastamento de Michel Temer.

“O PMDB tem gente de bem”, disse Raul Henry, anunciando que o comando regional do partido vai recorrer à Justiça para evitar a intervenção no diretório pernambucano.

Ele aproveitou para criticar os novos correligionários, Fernando Bezerra Coelho e Fernando Bezerra Coelho Filho.

O projeto dos dois é lançar a candidatura de Bezerra Filho ao governo do Estado, contrariando o atual comando, que quer manter a aliança com o PSB.

Segundo Raul Henry, Fernando Bezerra Coelho “confirma a fama de traidor quer carrega em sua carreira política”, disse, enumerando os partidos pelos quais ele já passou.

“Ele era  do PDS, mas quando viu a possível vitória de Arraes, dele se aproximou; depois, foi para o PMDB com Orestes Quércia; passou pelo PPS quando a candidatura de Ciro Gomes mostrou alguma força; voltou para apoiar Jarbas quando ele venceu a disputa pelo governo do Estado; ficou com Eduardo Campos no PSB; foi ministro de Dilma e agora o filho é ministro de Temer”, disse.

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