Governo estima até 286 votos contra denúncia

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O governo contabiliza neste momento um mínimo de 252 votos, segundo líderes partidários, e um máximo de 286 votos, pelos cálculos da Casa Civil da Presidência, contrários à aprovação no plenário da Câmara da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. São necessários 342 dos 513 deputados para autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar Temer.
O governo acha que conquistou metade de 40 deputados indecisos que se reuniram nesta segunda (31) com líderes e ministros de Temer.
A oposição custa a acreditar que existam tantos deputados governistas dispostos a apoiar Temer de viva voz, na votação desta quarta (2),
Durante o recesso, enquanto o governo articulava dia e noite votos pró-Temer, líderes de oposição preferiram curtir a folga de duas semanas.
A PGR alega que era para Temer a mala de dinheiro da JBS entregue a Rocha Loures (PMDB-PR). A defesa diz é uma ilação e não há prova.
 
O fato de os deputados hiperoposicionistas Júlio Delgado (PSB-MG) e Carlos Zarattini (SP), líder do PT, terem recebido emendas parlamentares milionárias seria “a maior prova” de que o governo não se utiliza dessas liberações para aliciar votos na Câmara, segundo o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do governo. Júlio Delgado levou R$6 milhões. Carlos Zarattini, bem mais: R$9 milhões.
Perondi afirma que tanto Júlio Delgado quanto Carlos Zarattini conseguiram empenhar mais emendas que ele, vice-líder do governo.
Fontes do governo garantem que também foram liberadas emendas de outros hiperoposicionistas, como Alexandre Molon (Rede-RJ).
Para tentar barrar o impeachment, Dilma liberou R$3,2 bilhões em emendas, mas só para quem a apoiava. Temer liberou R$1,8 bilhão.
A nota do Itamaraty sobre a “constituinte” venezuelana foi um primor de covardia. Tinha a obrigação de ser mais enfático que Argentina e EUA, não reconhecendo a eleição de domingo, além de adotar represálias comerciais. O Itamaraty ainda não se livrou da influência bolivariana.
O jornal espanhol El País, um dos maiores do mundo, chamou o apoio de Lula, Dilma e Gleisi Hoffmann ao pelanco de tirano Nicolás Maduro, na Venezuela, “a página mais vergonhosa da história do PT”.
Candidatíssimo a presidente, o prefeito paulistano João Dória articula títulos de Cidadão no Nordeste, para consolidar seu nome País afora. A próxima é a entrega da honraria em Campina Grande (PB).
Líder do PR na Câmara, o deputado José Alves Rocha (BA) estima 32 votos do seu partido favoráveis à aprovação do relatório aprovado na CCJ, que recomenda o sobrestamento da denúncia contra Temer.
O governador do Acre, Tião Viana (PT), vai abandonar a política no fim do mandato, em 2018, dizem seus aliados. Pretende se dedicar à vida acadêmica, trabalhando numa universidade privada do Estado.
O mercado às vezes é sábio: em 2009, ficou aflito com a escolha de Aldemir Bendine para presidir o Banco do Brasil, por isso suas ações caíram 11% em um só dia. Temia-se o pior. Não deu outra.
Segundo o site “Ranking dos Políticos”, o petista mais bem avaliado entre os 625 parlamentares é o senador Jorge Vianna (AC), na 435ª posição. Além dele, mais sete do PT, todos abaixo da posição 500.
O petista mais mal avaliado, que também é o penúltimo na lista geral dos 625 parlamentares avaliados pelo site “Ranking dos Políticos”, é o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), na 624ª colocação.
…após o mensalão e 42 fases da Lava Jato, o PT ainda ignora próprio estatuto e não expulsa qualquer dos corruptos filiados ao partido.
Diário do Poder
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