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Mulher é presa e três pessoas indiciadas por fraude previdenciária em operação da PF no Ceará

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Por G1 CE

Dois mandados de busca e apreensão e um de prisão foram cumpridos em Fortaleza e Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, durante a Operação “Hefesto” deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Secretaria de Previdência e o Ministério Público Federal (MPF) na manhã desta sexta-feira (13).

A operação, que teve como base São Luís e o município de São José de Ribamar objetivou reprimir crimes previdenciários no estado do Maranhão.

Nas duas cidades cearenses foram apreendidos documentos e equipamentos de informática. Três pessoas foram indiciadas por fraude previdenciária, associação criminosa e falsificação de documento público.

Uma mulher teve a prisão preventiva decretada e, após passar por exames de corpo de delito, foi encaminhada para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará, onde segue detida.

Investigações

Segundo a PF, as investigações foram iniciadas em 2013 e levaram à identificação de um esquema criminoso responsável pela inserção de vínculos trabalhistas fictícios no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

O esquema contava com a participação de um advogado, sócio de duas empresas utilizadas nas fraudes, de uma técnica em contabilidade, de duas assistentes sociais e de diversos agenciadores e intermediários.

O prejuízo inicialmente identificado com a concessão de 127 benefícios fraudulentos aproxima-se de R$ 13,6 milhões. O valor evitado com a consequente suspensão dos benefícios ativos, levando-se em consideração a expectativa de vida média da população brasileira, é de aproximadamente R$ 28 milhões, segundo a PF.

Operação

A operação contou com a participação de 82 policiais federais – dos quais 10 no Ceará – e de um servidor da Inteligência Previdenciária (COINP). Ao todo, foram cumpridos 17 mandados judiciais, sendo dois de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão.

Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário e associação criminosa, cujas penas máximas acumuladas podem chegar a nove anos e oito meses de prisão, sendo que um dos investigados também foi indiciado pelo crime de falsificação de documento público para fins previdenciários.

Operação Hefesto

O nome da operação é uma alusão ao deus grego do trabalho, que segundo os relatos, tinha grande capacidade de criação. Trata-se de uma referência a tipologia da fraude perpetrada: vínculos empregatícios fictícios.

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