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Pecém embarca 84 pás eólicas em um só navio; operação inédita

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 Hugo Renan do Nascimento – Repórter

Conhecido como um dos maiores produtores de energia eólica do País, o Ceará dessa vez bateu outro recorde no segmento. Em uma operação inédita, o Porto do Pecém embarcou em um único navio 84 pás eólicas para exportação. Além disso, o Estado já movimentou, de janeiro à primeira semana de agosto, 409 pás. Segundo informações do Cipp S/A, de janeiro a julho, foram 325 itens embarcados, um crescimento de 51,1% em relação a igual período do ano passado, quando passaram pelo terminal 215 pás eólicas.

A operação inédita foi realizada pela Tecer Terminais Portuários cujo gerente, Carlos Alberto Alves, enfatizou a capacidade da empresa em atender a demanda. “Temos nos dedicado para conquistar cada vez mais eficiência nos processos de movimentação de embarque e desembarque das cargas sem perder o foco em duas premissas: padrões internacionais de manuseio e segurança, não só para as cargas, como para os nossos operadores”.

De acordo com ele, a importância do Porto está realizando essa operação é viabilizar o fabricante no Estado à exportação, principalmente, para os Estados Unidos. “Existe a possibilidade de mercado para os próximos três anos de renovação da frota de equipamentos nos Estados Unidos. Eles estão renovando os parques eólicos e o Porto do Pecém se adequou, proporcionando o negócio”, destaca.

Alves avalia positivamente a modernização das usinas norte-americanas para as empresas fabricantes de pás eólicas no Estado. “As empresas continuam investindo em tecnologia. Nós, da Tecer, investimos R$ 64 milhões nos últimos anos para atender essa movimentação. Essa renovação dos parques eólicos nos Estados Unidos deve durar de três a cinco anos”.

A carga de 84 pás exportada foi direcionada para a costa leste dos Estados Unidos. Alves informou ainda que a exportação também é destinada para a Alemanha, na Europa.

Movimentação

No primeiro semestre deste ano, foram movimentadas 235 pás eólicas no Porto do Pecém, o que representou uma alta de 28,4% em comparação com igual período de 2017, quando passaram pelo terminal 183 itens. Apenas em julho e na primeira semana de agosto a operação envolveu 174 unidades do produto, com a expectativa de aumentar os números até o fim de 2018.

“A nossa produtividade envolve a embarcação de cinco pás por hora. Neste caso em que foram movimentadas 84 pás em um único navio, o tempo total durou 36 horas porque há outros processos incluídos”.

De acordo com dados do Porto do Pecém, só no mês de julho foram movimentadas 90 pás eólicas, uma alta de 181,2% em relação a julho de 2017, quando o terminal exportou apenas 32 unidades do produto.

Complexidade

A operação de embarque é considerada de alta complexidade e é dividida em dois momentos: o primeiro é a retirada das pás da área de armazenamento para o berço de atracamento. Só então ela é manejada para ser embarcada no navio.

“É preciso que a operação ocorra em sincronia entre todos os envolvidos, pois estamos lidando com carga muitas vezes com 60 metros de comprimento, cada pá”, completa. As 84 pás eólicas foram exportadas para os Estados Unidos, no navio BBC Aquamarine. A fabricação é da Aeris, empresa de pás no Ceará.

O embarque de 66 pás eólicas em dois navios foi considerada como modelo internacional para manuseio desse tipo de carga. “Passamos por uma auditoria durante o processo de embarque da carga. Toda a operação que desenvolvemos para o processo foi eleita pela DHL, empresa de consultoria e com expertise em logística de movimentação portuária, como modelo a ser aplicado por operadoras em portos no mundo todo”, acrescenta o gerente da Tecer.

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Diário do Nordeste

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