“Petrobras mente”, diz CNT em nota

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Em texto duro, a entidade chama a política de preços da Petrobras de “equivocada e desastrosa”. Também critica a alternativa de zerar a Cide.

 

Equipe Focus
focus@focus.jor.br

“Petrobras mente”. Esse é o título de nota divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). No texto, a entidade diz que a política de preços adotada pela empresa é “desproporcional, pois ela tem custos internos e não internacionais”. “Transportadores não podem responder pela ineficiência da Petrobras e pela corrupção que ocorreu na estatal”, segue o texto.

A CNT diz que a Petrobras deveria levar em conta em sua precificação a situação brasileira e que “essa medida equivocada e desastrosa” não poderia ter sido implantada em pior momento, com os transportadores ainda se recuperando da recessão econômica.

A Confederação também critica a alternativa de zerar a Cide sobre os combustíveis, em avaliação pelo Governo, considerando “irrisório” o resultado sobre o preço final. A medida, afirma, “em nada contribuirá para garantir as condições mínimas de operação do transporte rodoviário de cargas e passageiros no país”.
Leia íntegra da nota
Petrobras mente
​1) A política de preços adotada pela Petrobras em suas refinarias, que acompanha a alta das cotações internacionais do petróleo, é uma medida desproporcional, pois ela tem custos internos e não internacionais.
 
2) Transportadores não podem responder pela ineficiência da Petrobras e pela corrupção que ocorreu na estatal.
3) Países autossuficientes na produção de petróleo praticam preços do óleo diesel mais baratos. 
4) Em comparação a outros países que possuem perfil similar ao desenvolvimento econômico brasileiro, como Rússia e México, o preço do óleo diesel no Brasil é superior. O óleo diesel cobrado no Brasil é, em média, 15% superior ao cobrado nos Estados Unidos, sendo que a renda média neste país é seis vezes maior que a do brasileiro.
5) A política de preços de combustível deve considerar as condições econômicas do Brasil.
6) Essa política equivocada e desastrosa não poderia ter sido implantada em pior momento para o setor transportador, que ainda luta para superar as perdas da forte recessão econômica. 
7) Os sucessivos aumentos do óleo diesel comprometem com mais intensidade o transporte rodoviário, que responde pelo tráfego de 90% dos passageiros e por mais de 60% da movimentação de bens e produtos no Brasil. 
8) A solução apresentada, até o momento, pelo governo em nada contribuirá para garantir as condições mínimas de operação do transporte rodoviário de cargas e passageiros no país. A retirada da Cide sobre o óleo diesel terá impacto irrisório no preço final do combustível. 
CNT – Confederação Nacional do Transporte
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