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PF prende ex-governador de MS em operação contra corrupção

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PF prende ex-governador de MS em operação contra corrupção

Alan Marques/Folhapress
BRASÍLIA, DF, BRASIL, 07.05.2014. às 11h30. André Puccinelli, Governador do estado do Mato Grosso do Sul, dá entrevista no Palácio do Planalto após reunião com a presidente Dilma Rousseff. (FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
O ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli durante entrevista

FÁBIO FABRINI
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (14) mais uma fase da Operação Lama Asfáltica para investigar um esquema de corrupção que pode ter desviado R$ 235 milhões dos cofres públicos em Mato Grosso do Sul.

O ex-governador do Estado André Puccinelli (PMDB) e seu filho, André Pucinelli Júnior, foram presos preventivamente em Campo Grande e deverão ser levados para a Superintendência da PF em MS.

A investida tem como objetivo desbaratar uma suposta organização criminosa que direcionava licitações públicas e superfaturava contratos, além de fazer aquisição fictícia ou ilícita de produtos, financiamento de atividades privadas por empresas estatais e concessão de créditos tributários com vistas ao recebimento de propina por agentes públicos.

Os recursos desviados, segundo a PF, foram “lavados” por meio de um esquema sofisticado.

A nova fase da investigação decorreu da análise de materiais apreendidos nas quatro etapas anteriores e dos depoimentos de colaboradores, que confessaram participação em crimes.

“Restaram corroboradas as provas já existentes acerca de desvios e superfaturamentos em obras públicas, direcionamento de licitações, uso de documentos ideologicamente falsos para justificar a continuidade e o aditamento de contratos, aquisição ilícita e irregular de produtos e obras, concessão de créditos tributários direcionados, tudo com a participação de servidores públicos”, informou a PF.

Os valores repassados a título de propina, segundo a investigação, eram mascarados com diversos tipos de operações simuladas, de forma a dar falsa impressão de licitude ao aumento patrimonial dos envolvidos.

A PF informou que uma das novas formas descobertas da lavagem de dinheiro era a aquisição, sem justificativa plausível, de “obras jurídicas” por parte de empresa estatal e direcionamento dos lucros a integrante do grupo criminoso. Por isso, a fase da operação foi batizada de Papiros de Lama.

Nesta terça, estão sendo cumpridos, por cerca de 300 policiais, dois mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, seis de condução coercitiva e 24 de busca e apreensão.

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