Temos que construir um novo pacto social, que vai além das eleições

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Por Freitas Cordeiro
Post Convidado

Meus amigos e amigas, bom dia!

Neste espaço especial e restrito, tenho me debruçado sobre temas que se encontram na pauta do nosso dia a dia, desenvolvendo reflexões provocativas, sinalizando possíveis soluções e receptivo às devolutivas da legião de amigos que me distinguem com sua leitura.

Alguns solicitam autorização para divulgação e outros me participam que debateram as mensagens em família ou mesmo em reuniões empresariais, o que muito me envaidece e estimula a permanecer abraçado a este desafio de usar a “caneta”, única arma a que me atrevo manejar, embora consciente das limitações de esgrimista principiante das letras, disparando golpes de “Idéias”, na convicção sedimentada de que elas sempre foram o fermento das grandes “revoluções.”

O caos instalado na vida nacional, com a desestruturação de todas as instituições governamentais, sem exceção, infectadas pelo cancro da corrupção, atinge um estágio de septicemia altamente preocupante, levando a Nação a uma situação-limite, onde ninguém reúne condições de assumir o controle sozinho.

Nossa Constituição, balizadora mor da convivência social harmônica, perdeu sua legitimidade, porquanto violada por parlamentares tisnados por processos de corrupção.

A Suprema Corte, último bastião da consciência e esperança nacional, transformou-se em parlamento partidário, publicitando posicionamentos politizados, radicais e escancarados, com seus membros engalfinhados em verdadeiras batalhas campais, em territórios limitados entre esquerda e direita, onde a única vítima é o Estado de Direito que busca ali o apanágio da democracia: a Justiça.

Preocupa-me o fato de que, no estágio atual de regime anárquico, a recondução do País aos trilhos da normalidade não será obra de um “homem só” por mais competência e bons propósitos que ele carregue.

Muitos, até por inocência ou desaviso, acreditam e pregam, e eu já fui um deles, que a saída serão as eleições que se aproximam.

A realidade crua e nua contudo precisa ser dita: o sistema eleitoral brasileiro é manipulado por toda uma casta de políticos inescrupulosos, réus com doutorado em várias modalidades de delitos, subordinado a um processo canhestro, sob a batuta de juízes politizados, onde vingam os propósitos de preservação das regalias e “conquistas feudais.”

Em momento assim, de extremada gravidade, impõe-se mobilizar os mais diversos setores da sociedade civil com o propósito de celebrar um pacto nacional, alicerçado em um plano de reforma constitucional, econômica e política, desenvolvido por uma “comissão” composta de especialistas da área acadêmica, incluindo economistas, cientistas
políticos, partidos políticos, entidades de classe empresarial e laboral que, em um prazo estipulado, escrevam uma agenda positiva para as ações a serem implantadas.

Quem sabe, uma “Constituinte”!

Pense nisto…

Focus.jor

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