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Camilo prevê a concessão de mais 5 equipamentos em 2017

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Governo diz que, apesar de estar listado entre os ativos previstos para serem leiloados neste ano, o Acquario pode ter a concessão adiada ( Foto: Natinho Rodrigues )
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Centro de Eventos está entre os equipamentos que deve ser concedido à iniciativa privada ainda neste ano, conforme Camilo Santana ( Foto: Fernanda Siebra )

Após o lançamento do edital para a concessão de uma usina de dessalinização de água do mar, no último dia 11, outros cinco equipamentos estaduais deverão ser concedidos à iniciativa privada ainda neste ano. De acordo com o governador Camilo Santana, ainda devem entrar na lista o Centro de Eventos, a primeira fase do Metrô de Fortaleza (Metrofor), o Acquario Ceará, terrenos para exploração por painéis solares e o Cinturão Digital.

“Acho que todos esses serão possíveis de realizar ainda neste ano. Queremos lançar alguns deles ainda neste primeiro semestre”, afirmou Camilo, em evento realizado ontem no Palácio da Abolição. Ele ponderou, entretanto, que a concessão do Acquario Ceará pode ficar para depois. “Meu desejo é resolver a concessão do Acquario ainda esse ano, não sei se vou conseguir”, disse.

A carteira de equipamentos para a concessão, como parte do Programa de Concessões e Parcerias Público Privadas do Estado do Ceará, inclui ainda o Porto do Pecém, a Arena Castelão, o Centro de Formação Olímpica (CFO), o restante do sistema metroviário do Estado, a Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa), a rodovia CE-40, além de outros terrenos públicos para investimentos de incorporações.

Rotterdam

A viagem do governador e de uma comitiva de empresários à Rotterdam, na Holanda, deste domingo (19) até sexta-feira (24), será uma oportunidade para mostrar esses equipamentos para investidores holandeses. “Mais de 400 empresários holandeses estarão lá. Vamos apresentar o Ceará, as oportunidades, o conjunto de concessões que vamos lançar neste ano”, detalhou o chefe do Executivo cearense.

Na ocasião do Brazil Network Day, organizado pela embaixada brasileira em Haia, o governador do Ceará assinará um Memorando de Entendimento entre o Porto do Pecém e o Porto de Roterdã. Camilo ressaltou que a parceria que está sendo realizada é muito positiva para o Estado e visa que a iniciativa privada possa fazer os investimentos necessários para as ampliações futuras do Porto do Pecém.

A assinatura representa o passo mais importante, até agora, das negociações entre a Cearáportos, que administra o Porto cearense e a empresa holandesa.

“O Estado vem gastando muitos recursos, e a ideia é que a gente possa fazer uma parceria com a iniciativa privada sem perder o controle. Teremos a Cearáportos no Cipp (Complexo Industrial e Portuário do Pecém)”, explicou Camilo. “Holandeses no Pecém, alemães no aeroporto, coreanos na siderúrgica, chineses nessa luta pela refinaria. A nossa intenção é abrir parcerias para que investidores possam investir em equipamentos do Estado”, declarou o governador.

Obras suspensas

Em relação à paralisação das obras da segunda fase da ampliação do Porto do Pecém, suspensas na última segunda-feira (14) por falta de repasses ao consórcio responsável, formado pelas construtoras Marquise e Ivaí, Camilo Santana negou que o Estado tenha atrasado pagamentos. “Eles estão cobrando reajuste. Estou rigorosamente em dia com o pagamento das faturas. Claro que contratos têm reajuste, mas isso tem que ser dialogado”, observou.

Camilo afirmou que a construtora “não tem sido correta com o Estado”. “Nenhuma empresa recebeu mais dinheiro (do Estado) do que a que está fazendo as obras do Pecém. Já receberam mais de R$ 700 milhões no meu governo. Antes de ficar numa briga entre empresa e governo, as coisas precisam ser dialogadas. Quem perde com isso é a população”, declarou o governador, aparentemente irritado com a situação.

Ele explicou ainda que o problema surgiu porque o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não fez os últimos repasses alegando que o balanço da contrapartida do Estado estava inferior ao estabelecido em contrato.

“Isso está sendo analisado. Vamos resolver o mais rápido possível, em reconhecimento da importância desse empreendimento. O que paralisou foi a construção da nova ponte, que é fundamental”, acrescentou.

Segundo a Marquise, a dívida atualmente estaria acumulada em mais de R$ 50 milhões. A ausência de solução para o impasse comprometeria a entrega das execuções do Porto dentro do prazo mais recente, que é dezembro deste ano.

Diário do Nordeste

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