Bolsonaro diz que ‘não deu motivo’ para Maia deixar articulação da Previdência e quer trazê-lo de volta

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Por G1 — Brasília


O presidente Jair Bolsonaro, durante visita ao Chile nesta sexta (22) — Foto: Marcos Corrêa/PRO presidente Jair Bolsonaro, durante visita ao Chile nesta sexta (22) — Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro, durante visita ao Chile nesta sexta (22) — Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (22) que pretende conversar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tentar trazê-lo de volta à articulação da reforma da Previdência.

Ao site do jornal “O Globo”, Maia disse que a responsabilidade “daqui para frente” sobre a articulação para aprovar a reforma é do governo.

Isso porque, segundo noticiou o jornal, Maia ficou insatisfeito com críticas feitas a ele em redes sociais pelo vereador Carlos Bolsonaro(PSC-RJ), filho do presidente Bolsonaro.

“Eu quero saber o motivo que ele está saindo [da articulação da Previdência]. […] Estou sempre aberto ao diálogo. Eu estou fora do Brasil, mas quero saber qual o motivo, mais nada. Eu não dei motivo para ele sair”, disse Bolsonaro nesta sexta no Chile, onde está para participar de encontro com outros presidentes sul-americanos.

Questionado, então, sobre como trazer Maia “de volta” para a articulação, respondeu: “Só conversando, não é? Você nunca teve uma namorada? E quando ela quis embora, o que você fez para ela voltar? Conversou?”

“Estou à disposição para conversar com o Rodrigo Maia, sem problema nenhum”, concluiu o presidente.

Reeleito presidente da Câmara com 334 dos 512 votos, Maia já fez diversas declarações públicas a favor da reforma da Previdência e chegou a afirmar, em entrevista à GloboNews, que esta é a “última” chance de o Congresso aprovar a reforma sem retirar direitos da população.

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Como é a tramitação da reforma

Enviada em fevereiro, a reforma da Previdência está em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Em seguida, será discutida por uma comissão especial e, por fim, pelo plenário.

Por se tratar de emenda à Constituição (PEC), a proposta precisa dos votos de pelo menos 308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação. Se aprovada, seguirá para o Senado.

Inicialmente, Rodrigo Maia estimou a votação da proposta no plenário em maio e, depois, junho. Bolsonaro já pediu “celeridade” ao Congresso para que a PEC e o projeto que trata da aposentadoria dos militares sejam aprovados “no máximo no meio do ano”.

G1

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