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André passa para o MP responsabilidade de identificar supostas ligações entre deputados e facções criminosas

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O deputado estadual André Fernandes (PSL) transferiu para o Ministério Público Estadual a responsabilidade para investigar e identificar os colegas parlamentares vinculados a facções criminosas. André recuou na denúncia que fez ao insinuar que o Ceará tinha deputados estaduais envolvidos com grupos criminosos. As críticas e expressões mais ácidas comprometeram a imagem do Parlamento e dos seus integrantes.

Cabe agora ao Ministério Público apurar todos os fatos e investigar. Não posso ser irresponsável a ponto de citar nomes apenas através de denúncias embasadas em indícios, disse, nesta sexta-feira, André Fernandes, em suas redes sociais.

O deputado publicou uma imagem do ofício que apresentou a Procuradoria Geral de Justiça, em Fortaleza, para oficiar ao Ministério Público todas as denúncias recebidas sobre supostos Deputados Estaduais envolvidos com facções criminosas.

Ao fazer a denúncia, André Fernandes recebeu críticas de colegas de Parlamento e foi cobrado a mostrar provas e nominar quem estaria vinculado a grupos criminosos na Assembleia Legislativa. Dirigentes e representantes de partidos com assento no Legislativo, como MDB, PDT, PP, PP, PC do B, SD e PSDB, reagiram às insinuações do parlamentar do PSL e o ameaçaram com a abertura de processo no Conselho de Ética da Casa.

Sob pressão e sem apresentar nomes, nem documentos para comprovar a veracidade da sua denúncia, André Fernandes mudou de postura e, para escapar de um processo por quebra do decoro parlamentar, decidiu recorrer ao Ministério Público e transferir aos promotores o papel de investigar e mostrar aos cearenses se, entre os 46 deputados estaduais, alguém tem vínculos ou se beneficia de facções criminosas.

André afirmou, em mensagem dirigida aos jornalistas, que por conta do sigilo do inquérito, seria canalhice contraria esse dispositivo legal.

Aos jornalistas que estão me cobrando os nomes dos supostos deputados: vocês sabem muito bem que todo inquérito tem que correr em segredo de justiça, para que os envolvidos não esquivem-se das provas. Quem contrariar isso é canalha, escreveu, em mensagem no Instagram, André Fernandes.

A Mesa Diretora e o Colégio de Líderes mantém o caso de André Fernandes na agenda e o parlamentar não estaria imune a algum tipo de sanção prevista no Regimento Interno da Assembleia Legislativa. A gravidade da denúncia, que invadiu as redes sociais, foi disseminada e jogou lama sobre a imagem do Poder e dos seus integrantes que exercem mandatos legitimados. Do episódio, André, pelo menos, herda uma lição: liberdade rima com responsabilidade.

Confira a mensagem do deputado publicada no Instagram

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