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Bancária cearense relata medo durante terremoto no México: ‘Pensava que o chão ia se abrir’

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Moradores removem destroços de edifício danificado após terremoto atingir o México nesta terça-feira, 19 de setembro de 2017 (Foto: Alfredo Estrella/AFP)

Uma cearense viveu momentos de tensão e medo durante o terremoto que matou mais de 200 pessoas nesta terça-feira (19) no México. A bancária Carolina Baltazar, de 35 anos, ficou hospedada na Cidade do México, mas hora do desastre estava na cidade de Puebla, uma das áreas mais abaladas pelo cismo.

A cearense, que está no México a passeio, conta que presenciou o chão tremer e logo depois a gritaria de pânico das pessoas tomou conta de toda a cidade. “Tava em pânico, foi horrível. Pensava que o chão ia se abrir”, lembrou.

Carol Baltazar diz que estava em um restaurante no momento em que o terremoto atingiu a cidade. As pessoas saíram correndo para a rua e o teto do estabelecimento desmoronou com o tremor. A cearense conta aliviada que, felizmente, não ficou ferida.

“Eu estava no banheiro de um restaurante e uma mulher saiu me puxando e eu sem entender nada. Quando vi, o teto já tava desabando. Eu fui a ultima a sair. Ficamos todos no meio da rua abraçados e os edifícios caindo e a terra tremendo. Graças a Deus foi só o susto, ninguém que estava comigo saiu ferido”, contou Carolina Baltazar.

Ela explica que Puebla é um local com menos edifícios que a Cidade do México, mas ainda assim viu muitas casas, lojas e prédios caídos. Após o terremoto, a conexão de internet e a iluminação ficaram mais fracas. A cidade ficou praticamente deserta, com o comércio praticamente fechado.

Pessoas assustadas vão para as ruas de Puebla após o terremoto (Foto: Carolina Baltazar) Pessoas assustadas vão para as ruas de Puebla após o terremoto (Foto: Carolina Baltazar)

Pessoas assustadas vão para as ruas de Puebla após o terremoto (Foto: Carolina Baltazar)

A cearense afirma ainda que Puebla e outras cidades mexicanas estão em alerta devido ao perigo de desmoronamentos posteriores ao sismo. Ela espera viajar ainda nesta quarta-feira para Acapulco, no litoral mexicano.

“Não consegui dormir. Quero ir logo cedo pra Acapulco. Lá nao tem essas coisas, e aqui estao todo mundo esperando a réplica (tremores secundários após o terremoto). A cidade está em alerta”.

Carolina conta ainda que ficou hospedada em frente à Catedral de Puebla, onde foi realizada uma homenagem às vítimas do maior terremoto registrado no méxico, há 32 anos, que deixou dezenas de morte. O sismo desta terça-feira ocorreu poucas horas após o habitual simulacro de 19 de Setembro em homenagem aos mortos.

Um prédio altamente danificado pelo terremoto é visto no bairro de Narvarte, na Cidade do México, na terça-feira (19) (Foto: Eduardo Verdugo/AP Photo) Um prédio altamente danificado pelo terremoto é visto no bairro de Narvarte, na Cidade do México, na terça-feira (19) (Foto: Eduardo Verdugo/AP Photo)

Um prédio altamente danificado pelo terremoto é visto no bairro de Narvarte, na Cidade do México, na terça-feira (19) (Foto: Eduardo Verdugo/AP Photo)

Mais de 200 mortos

O terremoto no México tem magnitude de 7,1, com epicentro perto da cidade de Izucar de Matamoros, que fica ao sul da Cidade do México, às 15h14 (hora de Brasília). Autoridades locais que contabilizaram 226 mortos, nos estados de Morelos, Puebla e Guerrero, na capital federal e na Cidade do México.

Há relatos e imagens de construções desmoronadas ou danificadas em diversos lugares da Cidade do México. A Defesa Civil disse à agência Reuters que há pessoas presas e vários focos de incêndio.

Terremoto com magnitude de 7,1 deixou mais de 200 mortos no México, nesta terça-feira (Foto: Arte/G1) Terremoto com magnitude de 7,1 deixou mais de 200 mortos no México, nesta terça-feira (Foto: Arte/G1)

Terremoto com magnitude de 7,1 deixou mais de 200 mortos no México, nesta terça-feira (Foto: Arte/G1)

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