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Barracas são fechadas, e praias de Fortaleza ficam vazias com proibição de atividades não essenciais

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Barracas da praia do Futuro fechadas diante do lockdown

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Barracas da praia do Futuro fechadas diante do lockdown

As praias de Fortaleza que costumam ficar lotadas, principalmente nos fins de semana, estiveram vazias na manhã deste sábado. Apenas algumas pessoas passearam nas areias da Praia do Futuro, um dos pontos mais visitados por fortalezenses e turistas.

Um decreto em vigor na capital cearense até 18 de março determina o fechamento de todas as atividades não essenciais, incluindo bares, restaurantes e barracas de praia.

Barracas de praias não podem oferecer serviços presenciais durante lockdown em Fortaleza — Foto: Fabiane de Paula/SVM

Barracas de praias não podem oferecer serviços presenciais durante lockdown em Fortaleza — Foto: Fabiane de Paula/SVM

As medidas de isolamento social rígidas também obrigam o uso de máscaras em locais públicos e privados e também proíbem as aglomerações.

O decreto em vigor em Fortaleza desde sexta-feira (5) regula o que pode e o que não pode abrir no período. As medidas foram adotadas após o aumento das mortes por Covid-19 no estado e a ocupação de quase 100% dos leitos de UTI.

Sem barracas de praias e com proibição de aglomerar, poucas pessoas visitaram as praias de Fortaleza — Foto: Fabiene de Paula/SVM

Sem barracas de praias e com proibição de aglomerar, poucas pessoas visitaram as praias de Fortaleza — Foto: Fabiene de Paula/SVM

Confira o que diz o documento:

Atividades que ficam suspensas

  • bares, restaurantes e lanchonetes, permitido exclusivamente o funcionamento por serviço de entrega, inclusive por aplicativo;
  • templos, igrejas e demais instituições religiosas, com exceção de atendimentos individuais;
  • museus, cinemas e outros equipamentos culturais, público e privado;
  • academias, clubes, centros de ginástica e estabelecimentos similares;
  • lojas ou estabelecimentos do comércio ou que prestem serviços de natureza privada;
  • shoppings e centros comerciais, com exceção de supermercados, farmácias e locais que prestem serviços de saúde no interior dos referidos estabelecimentos;
  • estabelecimentos de ensino para atividades presenciais, salvo em relação a atividades cujo ensino remoto seja inviável: treinamento para profissionais da saúde, aulas práticas e laboratoriais para concludentes do ensino superior, inclusive de internato, e atividades de berçário e da educação infantil para crianças de zero a três anos;
  • feiras e exposições;
  • funcionamento de barracas de praia, lagoa, rio e piscina pública ou quaisquer outros locais de uso coletivo e que permitam a aglomeração de pessoas;
  • festas ou eventos de qualquer natureza;
  • prática de atividades físicas individuais ou coletivas em espaços público ou privados abertos ao público, salvo quanto aos jogos profissionais de campeonatos de futebol de âmbito regional e nacional, desde que fechados ao público e atendidos os protocolos sanitários previamente estabelecidos;

Atividades que podem manter o atendimento

  • Setores da indústria e da construção civil;
  • Meios de comunicação e telecomunicação de forma geral;
  • Serviços de call center;
  • Estabelecimentos médicos, odontológicos para serviços de emergência, hospitalares, laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos, clínicas de fisioterapia e de vacinação;
  • Serviços de drive-thru em lanchonetes e estabelecimentos congêneres;
  • Lojas de conveniência em postos de combustíveis, vedado o atendimento a clientes para lanches e refeição no local;
  • Lojas de departamento que possuam, comprovadamente, setores de venda de produtos alimentícios;
  • Comércio de material de construção;
  • Empresas de serviços de manutenção de elevadores;
  • Correios;
  • Distribuidoras e revendedoras de água e gás;
  • Empresas da área logística;
  • Distribuidores de energia elétrica;
  • Serviço de segurança privada;
  • Estabelecimentos bancários;
  • Lotéricas;
  • Padarias;
  • Clínicas veterinárias;
  • Loja de produto para animais;
  • Lavanderias;
  • Supermercados;
  • Postos de combustíveis;
  • Funerárias;
  • Bancos;
  • Oficinas e concessionárias exclusivamente para serviços de manutenção e conserto em veículos;
  • Empresas prestadoras de serviços de mão de obra terceirizada;
  • Centrais de distribuição, ainda que representem um conglomerado de galpões de empresas distintas;
  • Restaurantes, oficinas em geral e de borracharias situados na Linha Verde de Logística e Distribuição do Estado;
  • Praça de alimentação do aeroporto;
  • Transporte de carga.

Quando posso sair de casa?

Pessoas com a Covid-19 devem permanecer em “confinamento obrigatório”. “Caso necessária, a força policial poderá ser empregada para promover o imediato restabelecimento do confinamento obrigatório”, diz o decreto.

Outras situações em que o deslocamento é autorizado:

  • deslocamento a unidades de saúde para atendimento médico ou para acompanhar paciente; II – o deslocamento para fins de assistência veterinária;
  • para o trabalho em atividades essenciais ou estabelecimentos autorizados a funcionar na forma da legislação;
  • circulação para a entrega de bens essenciais a pessoas do grupo de risco;
  • para a compra de materiais imprescindíveis ao exercício profissional;
  • a quaisquer órgãos públicos, inclusive delegacias e unidades judiciárias, no caso da necessidade de atendimento presencial, audiência, ou no de cumprimento de intimação administrativa ou judicial;
  • a estabelecimentos que prestam serviços essenciais ou com atividades liberadas; VIII – o deslocamento para serviços de entregas.

Quando é permitido sair e entrar em Fortaleza?

  • deslocamentos por motivos de saúde, próprios e de terceiros, designadamente para obter ou facilitar assistência em hospitais, clínicas, postos de saúde e outros estabelecimentos do mesmo gênero;
  • deslocamentos entre os domicílios e os locais de trabalho de agentes públicos;
  • deslocamentos entre os domicílios e os locais de trabalho permitidos;
  • deslocamentos para assistência ou cuidados de pessoas com deficiência, crianças, progenitores, idosos, dependentes ou pessoas vulneráveis;
  • deslocamentos para participação em atos administrativos ou judiciais, quando convocados pelas autoridades competentes;
  • deslocamentos necessários ao exercício das atividades de imprensa;
  • deslocamentos para outras atividades de natureza análoga ou por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que devidamente justificados;
  • transporte de carga.

G1 CE

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