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BC diz que pacote para incentivar fintechs no microcrédito deve sair em breve

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O presidente do Banco CentralRoberto Campos Neto, afirmou que a instituição deve apresentar em breve um pacote de medidas para tentar ampliar as operações de microcrédito no país, que deve incluir incentivos para a atuação de fintechs nesse mercado.

Em agosto do ano passado, o BC já havia apresentado uma proposta de simplificação para concessão de microcrédito que incluía a autorização para fintechs operarem esse tipo de empréstimo, que foi colocada em consulta pública.

Atualmente, segundo ele, há apenas duas instituições, uma pública e outra privada, com ampla atuação no microcrédito.

“As duas têm inadimplência baixa, em torno de 1,7%, e têm rentabilidade alta, acima de 30%. É um programa que nós queremos incentivar. Vai sair um pacote de medidas em breve sobre isso, para facilitar, baratear e estimular, inclusive fintechs que queiram participar do microcrédito”, afirmou Campos Neto durante debate no Fórum de Investimentos Brasil 2019 sobre democratização do sistema financeiro.

Durante o evento, Campos Neto disse que outra área de atuação que deverá atrair as empresas é o sistema de pagamento instantâneo em desenvolvimento e previsto para 2020 no Brasil. Iniciativa na mesma linha do banco central dos EUA está prevista para 2024. O sistema já está em funcionamento em outros países, como a China.

“É um terreno bastante fértil para as fintechs, porque, na hora em que você tem pagamento instantâneo, você começa, com um custo menor de intermediação e com maior informação, você consegue prestar serviço financeiro em tempo real”, disse Campos Neto.

O presidente do BC foi questionado sobre o comportamento recente do dólar e afirmou que a decisão de voltar a vender dólares das reservas está ligada a uma demanda maior por moeda estrangeira no mercado à vista.

Ele citou o movimento de empresas que usaram moeda para quitar dívidas no exterior, trocadas por emissões em reais, dando destaque ao papel de liderança da Petrobras naquele momento.

“Gerou esse movimento de troca de dívida externa por interna. Um pedaço grande foi a Petrobras, mas outras empresas seguiram”, afirmou.

Ao encerrar sua participação no evento, o presidente do BC falou sobre o projeto de independência da instituição. “O Banco Central é uma peça dentro do governo. Esperamos que seja uma peça independente em breve.”

Diário do Nordeste

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