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Beber pouca água aumenta risco de insuficiência cardíaca, segundo estudo

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Pesquisa americana sugere que manter uma boa hidratação ao longo da vida pode retardar o declínio da saúde cardíaca

Resultados preliminares de um estudo realizado nos Estados Unidos sugerem que beber pouca água pode aumentar, a longo prazo, o risco de uma pessoa desenvolver hipertrofia ventricular esquerda e insuficiência cardíaca.

A pesquisa, publicada recentemente no European Heart Journal, foi coordenada pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue e analisou dados de mais de 11 mil adultos com idade entre 45 e 66 anos que não tinham problemas prévios como diabetes, obesidade ou insuficiência cardíaca, e que estavam dentro do considerado normal para hidratação.

As informações foram coletadas entre 1987 e 1989 para outro estudo sobre aterosclerose, no qual os pacientes compartilharam informações de consultas médicas durante um período de 25 anos.

Para entender a relação entre saúde cardíaca e hidratação, os pesquisadores do estudo atual observaram os níveis de sódio sérico – substância que aumenta à medida que os níveis de fluidos do corpo diminuem – dos pacientes. Eles consideraram normal uma quantidade de 135 a 146 miliequivalentes por litro (mEq/L), e concluíram que o marcador é fundamental para apontar uma propensão a doenças cardíacas. 

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Segundo a pesquisa, aqueles pacientes que já estavam com os níveis de sódio sérico em 146 mEq/L à época em que os dados foram coletados tiveram risco aumentado de 39% de desenvolver insuficiência cardíaca quando comparados aos adultos com níveis mais baixos.

Além disso, a longo prazo, considerando-se o período entre 70 e 90 anos de idade, os pacientes também demonstraram 62% mais risco de desenvolver hipertrofia ventricular esquerda.

“Semelhante à redução da ingestão de sal, beber bastante água e manter-se hidratado são maneiras de apoiar nossos corações e podem ajudar a reduzir os riscos de doenças cardíacas a longo prazo”, disse Natalia Dmitrieva, principal autora do estudo. Suas pesquisas também encontraram relação entre desidratação e fibrose cardíaca, um tipo de endurecimento dos músculos do coração.

Para Natalia, a facilidade com que o sódio sérico e a ingestão de líquidos podem ser avaliados por meio de exames clínicos é mais um trunfo para que os médicos identifiquem pacientes propensos a doenças cardíacas, os quais poderão colher benefícios a longo prazo com a melhora dos hábitos de hidratação.

Mesmo com os resultados, os pesquisadores envolvidos afirmaram que um estudo randomizado e controlado ainda é necessário para confirmar as descobertas. No entanto, as evidências encontradas até o momento garantem que manter uma boa hidratação ao longo da vida pode retardar o declínio da função cardíaca e diminuir a prevalência de insuficiência cardíaca. 

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    Pixabay
  • R7
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