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Chinesa Mingyang iniciará pedido de licenças ambientais para implantar megafábrica de R$ 400 mi no Pecém

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O projeto da fábrica da companhia asiática de aerogeradores offshore prevê a geração de mais de 2.000 postos de trabalho no Ceará

Átila Varela
atila@focus.jor.br

A implantação de uma megafábrica de aerogeradores para projetos offshore (no mar) segue a passos largos no Ceará. O vice-presidente da chinesa Mingyang Smart Energy, Larry Wang, responsável pela implantação da unidade no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), entregou hoje, 19, o memorando de entendimento assinado pelo CEO da empresa ao titular da Sedet Maia Júnior.

“É a continuidade do projeto. Até o fim do ano eles darão entrada nas licenças ambientais. Na quarta-feira (21) visitam o Pecém junto com a consulesa da China”, disse Maia. Ele também informou que o projeto levará “um tempo” até ser de fato implantado, mas não especificou datas.

Haverá também encontros com representantes da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e empresários do segmento offshore, além de equipes do Governo do Estado.

Megafábrica de R$ 400 milhões
O projeto da fábrica da companhia chinesa no Cipp é orçado em R$ 400 milhões e prevê a geração de mais de 2.000 postos de trabalho.

Outra novidade está na construção de duas torres experimentais offshore que a empresa detalhou. “Trata-se de um projeto-piloto. Cada uma vai produzir 12 MW. É bem semelhante ao projeto (onshore) que foi implantado na Praia Mansa (Mucuripe) há 20 anos”, destaca. No Mucuripe, cada torre produz apenas 0.3 MW.

Quem é a Mingyang Smart Energy
Fundada em 1993, com sede em Zhongshan Guangdong, China, a Mingyang Smart Energy é fabricante de turbinas eólicas de primeira classe e fornecedora de soluções integradas de energia limpa. A empresa conta com nove mil colaboradores e 16 fábricas situadas na China e Índia. Atua nos setores de energia eólica e solar, ocupando a 37ª posição entre as 500 maiores empresas de novas energias do mundo e a 1ª em inovação eólica offshore.

Ceará com 5GW de projetos de energia offshore
Com uma série de projetos offshore, o Ceará começa a despontar no segmento. Nesse sentido, investidores já viabilizam empreendimentos de parques eólicos em Caucaia, Camocim e Amontada.

Um deles é o Complexo Eólico Marítimo Asa Branca que deve produzir 400 MW em Amontada. Ele estará posicionado em área com 15 quilômetros frente ao continente, a uma distância entre 3 e 8 quilômetros da praia. O empreendimento terá uma Linha de Transmissão própria e prevê o uso de navios-plataforma auto elevatórios de baixo calado para instalar as fundações, entre outros.

A BI Energy tem projetos para instalação de parques offshore em Caucaia e Camocim. Em Caucaia, na praia do Icaraí, o parque contará com 48 turbinas offshore e 11 turbinas semi-offshore, num total de 598MW de potência. Em Camocim, o segundo projeto eólico offshore da BI Energia terá 100 aerogeradores e capacidade instalada de 1,2 GW. O parque recebeu autorização do Ibama para elaborar estudo de impacto ambiental e prevê um investimento de R$ 14 bilhões.

A Neoenergia, um dos principais grupos privados do setor elétrico, segue analisando o potencial cearense. A companhia está desenvolvendo estudos preliminares e iniciou o licenciamento junto ao Ibama do parque em Amontada que vai produzir 3GW com linha de transmissão e uma subestação em terra.

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