Cid tentou a mais ousada jogada política dos últimos tempos

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Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

A articulação encabeçada por Cid Gomes (PDT) para fazer de Dilma Rousseff (PT) candidata a senadora pelo Ceará foi uma das jogadas mais ousadas na história recente da política cearense. No fim, Cid não fez o gol, mas sobraram recados para protagonistas e coadjuvantes da disputa estadual.

Cid tinha em mãos o novo calendário eleitoral, aprovado em outubro do ano passado, que mudou de um ano para seis meses o prazo de filiação de candidatos. Tinha em mãos os resultados obtidos por Dilma no Ceará em 2010 e 2014 e, provavelmente, tinha em mãos alguma pesquisa de opinião.

Levou o pacote para Lula e Dilma. A ideia foi bem recebida. O Ceará se mostrava um estado com condições eleitorais mais propícias do que Minas Gerais para eleger a ex-presidente numa das duas vagas de senador. Ou seja, seria uma dobradinha Cid-Dilma. A articulação caminhou bem a ponto de, na noite da quinta-feira, 06 de abril – um dia antes do fim do prazo –  Cid acreditar que sua empreitada havia dado certo.

Não deu. A notícia de que havia saído o decreto da prisão de Lula (Cid estava com Lula nesse momento) embolou o meio de campo, inviabilizou novas conversas e fez Dilma permanecer em Minas Gerais.

Porém, há outras leituras importantes envolvendo a articulação que precisam ser feitas. Afinal, personagens protagonistas teriam que ter suas pretensões atropeladas no Ceará. Um deles chama-se Eunício Oliveira. Vou tratar do tema em outras postagens.

Algo parecido com o que Cid tentou só tem similaridade quando, em 1988, o então governador Tasso Jereissati fez de seu líder na Assembleia, Ciro Gomes, candidato a prefeito de Fortaleza mesmo que seu domicílio eleitoral fosse em Sobral.

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