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Cipp investirá R$ 15 milhões para ampliação da ZPE no próximo ano

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A Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp S/A) vai investir R$ 15 milhões na primeira fase de expansão da Zona de Processamento de Exportação (ZPE Ceará), conhecida como ZPE 2. O valor foi aprovado ontem (28) pelo Conselho de Administração da ZPE e deverá ser aplicado no próximo ano.

“Foi aprovado pelo Conselho de Administração – que é formado pelo Governo do Ceará e o Porto de Roterdã, além de conselheiros da iniciativa privada – um investimento de R$ 15 milhões para a construção da primeira fase de expansão. É uma obra que está sendo encaminhada para licitação pelo Estado, com expectativa de em dezembro do ano que vem já estarmos com a instalação pronta. São recursos da própria Cipp S.A.”, explica Mário Lima Júnior, presidente da ZPE Ceará.

Ele informa que o valor será aplicado na construção de um gate (portão para entrada e saída de mercadorias), estradas de acesso, infraestrutura de avenidas e urbanização da área industrial. “As indústrias já vão se instalar recebendo um terreno pronto terraplanado”, acrescenta.

Fases

Lima explica ainda que esta primeira fase de expansão da ZPE 2 consiste em 23 hectares. “A expectativa é a segunda fase ter 155 hectares. E na terceira fase vem a ocupação de outras áreas, incluindo o projeto de uma petroquímica que o Estado está buscando”, afirma.

O presidente diz também que a ZPE 2 tem uma área total de dois mil hectares que ficam a cerca de quatro quilômetros da ZPE 1, que tem aproximadamente seis mil hectares. “Esses dois mil hectares estão de posse da Cipp S.A com a finalidade de desenvolvimento industrial. Dentro desses dois mil, temos um planejamento para os próximos cinco anos para uma área de 150 hectares. E para os dois anos é essa área de 23 hectares que nós aprovamos no Conselho de Administração”.

A ZPE 2 está acessível, segundo Mário Lima, a diversos tipos de indústrias. “Essa expansão que nós estamos fazendo está aberta para todas as indústrias diversificadas. Nós podemos ter indústrias do ramo alimentício, para a cadeia da castanha-de-caju, segmento de cera de carnaúba, pescados, cadeia têxtil, produtos derivados do petróleo, enfim, essas são as vocações da ZPE 2”.

Processos

Neste quase um ano da parceria entre o Porto do Pecém e o Porto de Roterdã, algumas melhorias de processos foram implementadas. De acordo com o presidente da ZPE Ceará, houve alterações ainda na forma de trabalhar a Zona.

“Tivemos mudanças na gestão, racionalização, reconfigu-ração da estrutura administrativa da empresa, introdução de indicadores de controle. São coisas que a gente não tinha antes. Isso ficou bem claro com a entrada de Roterdã, que passou a exigir os mesmos controles que eles (holandeses) têm lá”.

Ele explica também que há um trabalho mais forte com orçamento e planejamento, incluindo prazos mais longos.

“O que nós vamos fazer em 2020 já foi planejado este ano a nível orçamentário e acompanhamento. Tem também a questão do planejamento a médio e longo prazos. Hoje nós trabalhamos com prazos de 5, 10 e 25 anos. Todo o orçamento do próximo ano, por exemplo, já foi elaborado e aprovado para execução em 2020”, reitera.

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