Ouvir Rádio: Rádio Senado | Rádio Câmara Fale Conosco

Clima ainda é de medo’, diz cearense que mora em Londres

0

O clima nas ruas de Londres, capital do Reino Unido, ainda é de medo, um dia após o ataque terrorista que deixou quatro pessoas mortas nos arredores do Parlamento Britânico. O relato é da jornalista cearense Camila Coelho Montenegro, de 27 anos, que mora há dois menos em Londres e estava próxima ao local do atentado. “Senti saudades de casa hoje; vontade de estar perto da família”, disse a cearense na tarde desta quarta-feira (23), por volta das 22h no horário de Londres.

O ataque começou quando um carro que passava pela Ponte de Westminster, um dos cartões-postais de Londres, atropelou um grupo de pessoas. O suspeito deixou o veículo preto, avançou em direção ao Parlamento e matou um policial com uma faca. Pouco tempo depois, a polícia atirou e matou o agressor.

A jornalista conta que estava caminhando a menos de dois quilômetros do lugar. Ela disse que viu muitos policiais nas ruas e no metrô. No entanto, a cearense só ficou sabendo do atentado por uma ligação de sua mãe.

“Eu percebi muita polícia, bem mais que o normal nas ruas e no metrô. Algumas estações foram fechadas, e alguns locais foram bloqueados para que as pessoas não tivessem acesso. Eu tava na rua, quando minha mãe me ligou preocupada e me disse o que ocorreu. Assim que eu soube, corri para casa e me tranquei”, lembrou.

Camila relata que a cidade ainda vive o medo do ataque terrorista. Muitas pessoas preferiram desmarcar os compromissos e permanecer em casa. Empresas também liberaram os funcionários mais cedo que o habitual.

“Meus amigos estão trancados em casa com medo. Todo mundo saiu do trabalho mais cedo e se trancou em casa. Moro próximo a um prédio comercial, onde, normalmente, as pessoas trabalham até tarde. Mas hoje todo mundo foi embora mais cedo”.

Além do medo, a jornalista diz que o sentimento que ficou após o atentado foi o de saudade do Brasil. “A gente fica com medo, principalmente quem vem de fora. Me senti vulnerável. Senti saudade de casa, vontade de estar em casa hoje, de estar perto da minha família. No Brasil, a gente tem nossos problemas sociais, mas esse tipo de coisa não acontece”, descreveu.

‘Estamos horrorizados’
A jornalista cearense lembra ainda que seus amigos estavam passeando no dia anterior no exato local onde ocorreu o atentado. Ela, inclusive, também iria para o passeio, mas teve que permanecer em casa estudando. A jovem acredita que o grupo escapou ‘por pouco’ do ataque. “Como eu estou sempre com eles, eu fiquei bem impressionada. Poderia ter ocorrido com a gente. Tudo isso faz a gente ficar se sentindo muito perto, expostos a tudo isso”, finaliza a cearense.

Ataque deixa 4 mortos e 44 feridos
O ataque começou quando o agressor atropelou um grupo de pessoas ao passar pela Ponte de Westminster, diante do Big Ben.  Quatro pessoas morreram. A autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

De acordo com as autoridades, 40 pessoas ficaram feridas no ataque, entre elas três policiais. Uma mulher, gravemente ferida, foi retirada do Rio Tâmisa. Na manhã desta quinta, 29 pessoas permaneciam hospitalizadas – sendo que sete delas estão em estado grave.

Oito pessoas foram detidas em ao menos seis endereços de Londres, Birmingham e outras regiões do Reino Unido por suspeita de ligação com o atentando terrorista.

G1

Compartilhe

Deixe um comentário