CNBB diz ao papa Francisco que momento é de “profunda restauração”

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A mensagem revela possível mudança de tom dos bispos: menos esquerda e mais centro. A carta final do encontro dirá o rumo

 

Por Fábio Campos
fabiocampos@focus.jor.br

Na carta enviada ao papa Francisco, em razão do início da 36ª Assembleia Geral da entidade que reúne os bispos católicos brasileiros, a CNBB sinaliza uma mudança de tom. Em vez de um olhar enviesado para a ebulição político-judicial do País, com históricos de apoio às recentes greves gerais, a CNBB apontou que tudo o que se passa hoje no Brasil “pode ser de profunda restauração”.

Vejam um trecho da carta:

“Num período em que o Brasil passa por grave instabilidade política, econômica e social, que também atinge nossa vivência eclesial, queremos assumir ao lado de nosso povo as exigências deste momento que, cremos, também pode ser de profunda restauração. Sem ceder à perplexidade e à estagnação, sentimo-nos impulsionados a uma adesão mais intensa e criativa ao Evangelho de Jesus Cristo”.

Outra mensagem será enviada ao Vaticano ao fim da Assembleia da CNBB, que ocorre em Aparecida do Norte, São Paulo. São mais de 400 bispos católicos no Brasil. Há décadas que a CNBB é hegemonizada pelos setores mais à esquerda. Ao fim do encontro, será possível saber se houve alguma mudança na correlação de forças da entidade.

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