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Deputados mexicanos pedem cancelamento de todos os contratos com Odebrecht

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Comissão de Transparência e Anticorrupção da Câmara dos Deputados do México aprovou uma moção na qual demanda que todos os contratos de empresas estatais ou controladas pelo governo com a brasileira Odebrecht sejam rescindidos.

O México é um dos locais onde a Odebrecht assumiu ter pagado propinas. Em dezembro do ano passado, a empresa admitiu à Justiça dos Estados Unidos que pagou centenas de milhões de dólares em subornos em mais de 10 países.

A moção aprovada esta semana pelos deputados mexicanos também pede que autoridades e estatais se abstenham de firmar futuros contratos, concessões, contratos de parcerias público-privadas e projetos de prestação de serviço, além de cancelar imediatamente todas as transações que envolvam a Pemex (Petróleos Mexicanos) e suas subsidiárias e filiais e a empresa brasileira.

Os congressistas também exigem que os progressos das investigações sobre possíveis casos de corrupção em contratos com a Pemex, que conduzia a maior parte dos negócios com a Odebrecht no país, sejam divulgados pelo ministério de Administração Pública e pelo gabinete da Promotoria Geral.

No final de janeiro, a Secretaria de Função Pública, encarregada de avaliar e fiscalizar o governo mexicano, anunciou que a investigação da Odebrecht era uma de suas maiores prioridades e dias depois a Pemex se comprometeu a colaborar, entregando todos os seus contratos com a empresa brasileira para avaliação.

Propina em 12 países

Em acordo de leniência firmado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, derivado das investigações da Lava Jato, a Odebrecht admitiu ter pago em propina US$ 788 milhões entre 2001 e 2016 e a Braskem, US$ 250 milhões entre 2006 e 2014, a funcionários do governo, representantes desses funcionários e partidos políticos do Brasil e de outros 11 países. Para o órgão dos EUA, é o “maior caso de suborno internacional na história”.

A construtora brasileira pagou propina para garantir contratos em mais de 100 projetos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o Departamento de Justiça dos EUA. Na Colômbia, a empresa admitiu ter pago mais de US$ 11 milhões em propina entre 2009 e 2014.

G1

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