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Eleição vai ser tônica do debate na AL

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Em reportagem publicada na edição do último domingo (20), este jornal revelou o alto número de deputados cearenses envolvidos diretamente nas disputas eleitorais deste ano, o que por si só já compromete o desempenho do Legislativo na sua função primordial que é legislar olhando para a população e suas dores. Somente na Assembleia, são 13 parlamentares diretamente envolvidos na disputa, o que vai, sem dúvida, transportar o embate para a tribuna da Casa e isso já começou a acontecer. Por lei, os deputados não precisam se licenciar dos cargos que ocupam para concorrer aos cargos no Executivo Municipal. Há, entretanto, um limite tênue entre o que é a atuação parlamentar e a campanha eleitoral. É preciso vigilância para que o púlpito da Casa não seja transformado em palanque. E para o eleitor, é fundamental que haja diferenciação sobre a atuação parlamentar e o jogo eleitoral.

Atraso

Até ontem, dois dias antes do início oficial da campanha eleitoral nas ruas, apenas dois dos 10 candidatos a prefeito de Fortaleza tinham eventos planejados para o primeiro contato com o eleitor, seja em atividades presenciais ou virtuais de campanha. Paula Colares (UP) informou um evento com apoiadores no bairro Curió e Samuel Braga (Patriota) uma programação na Sapiranga. Alguns ficarão em reuniões internas para definições de planejamento e de pessoal das campanhas. Em um pleito atípico, cada dia de campanha pode contar.

Embate interno

No PSL, as divergências internas que não são novas, vão voltando à tona às vésperas da campanha eleitoral. O deputado Delegado Cavalcante voltou a fazer críticas ao presidente do partido, deputado federal Heitor Freire. Segundo Cavalcante, há “perseguição”. Freire rebateu afirmando que se trata de um “emaranhado de falsas denúncias”. Ao fim do dia, uma decisão da Justiça Eleitoral em favor de Freire determinou a retirada de uma entrevista de Cavalcante do Facebook. O embate promete ser forte.

Desafios do Judiciário

A desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira foi confirmada, após a votação dos desembargadores, como a próxima presidente do Tribunal de Justiça do Ceará para o biênio 2021-2023. Os desafios são imensos. O Judiciário cearense ainda sofre com problemas que são realidade na justiça nacional como a morosidade e a dificuldade de acesso para a população. É forçoso reconhecer, no entanto, que a gestão anterior, do desembargador Gladyson Pontes e a atual, do desembargador Washington Araújo, registraram avanços ao fazerem um diagnóstico e encaminhar um plano de ação com objetivos e metas definidas que está dando resultados. O TJCE tem um plano de gestão.INÁCIO AGUIAR

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INÁCIO AGUIAR

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