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Empresários investem R$ 3,5 bilhões em Polo Multimodal no Pecém, em São Gonçalo do Amarante

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O empreendimento imobiliário e logístico deve atrair empresas que sirvam à vocação do Porto do Pecém

A construção do Polo Multimodal do Pecém, nas margens da BR-222, próximo à entrada do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), tem projeção de 50 mil empregos diretos e indiretos em 30 anos. O investimento privado é de alegados R$ 3,5 bilhões. A previsão de início da captação de parceiros na primeira fase é 2020, inicialmente em 100 hectares do total de 2000. As obras devem começar no último trimestre deste.

O aporte inicial de R$ 70 milhões em terrenos foi realizado pelos sócios italianos Massimiliano Camozza e Sebastiano Di Ruocco há 10 anos. Em 2015, iniciaram projeto para atender empreendimentos dos segmentos logístico, industrial e comercial com a construção de galpões e prédios para assessoria de gestão das empresas. Ainda há plano de 20 mil habitações para abrigar quem trabalhar no espaço.

O negócio, com base imobiliária e logística, é, para o Secretário do Desenvolvimento Econômico de São Gonçalo do Amarante, Victor Samuel, uma iniciativa importante na terceira fase do Porto do Pecém. Isso pela proposta de se interligar a modais: rodoviária, pela BR-222; ferroviária, com a Transnordestina (hoje com obras paradas); e aérea, com aeródromo licenciado, além do próprio porto.

Integrante do projeto do Porto do Pecém desde o início, em 1995, quando fazia parte da equipe da então Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), ele vê o projeto como positivo para os moradores das cidades ao entorno, que sofreram com a crise econômica e seca nos últimos anos. “O certo é que o projeto dá ao investidor uma opção viável de ter um local onde instalar sua indústria e à reboque, tem a logística, serviços”, diz.

CEO do Polo, Sebastiano destaca a região do Pecém como ponto estratégico para a logística mundial, depois que foi realizada a ampliação do Canal do Panamá, permitindo embarcações cargueiras de grande porte.

Foram três anos projetando o polo multimodal, envolvendo universidades italiana e marroquina, além da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde é promovida uma pesquisa em inovação. O Polo Multimodal do Pecém é considerado uma smart chain city (cidade de cadeia inteligente), modelo que forma um ecossistema pensado a utilizar energia sustentável e tecnologia nos processos.

Economista e profissional de Mercado Exterior, Eufrasina Campelo destaca a preocupação com a sustentabilidade nos processos. Mas pondera que projetos semelhantes a este, em outros estados, esvaíram-se com a perda de fôlego da indústria local.

Atividades empresariais parecidas no Espírito Santo, próximo ao Porto de Tubarão, e em Minas Gerais, próximo à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), “depois de projetos fracassados se tornaram em cidades fantasmas”. “Enquanto as atividades industriais do Cipp estiverem em alta no mercado, sem dúvidas que o investimento vai ser rentável”, avalia.

Perfil dos sócios:

Sebastiano Di Ruocco

Italiano de nascimento, é empresário do setor imobiliário desde 2002. Na Itália, foi associado ao grupo Pirelli Real Estate e tem negócios no Brasil desde 2008, com o Grupo Frente Mar Imóveis no ramo de incorporação e intermediação imobiliária para investidores europeus, e é sócio em outras empresas.

Massimiliano Camozza

Natural de Milão, na Itália, o empresário e engenheiro de produção, graduado na Universidade Politécnica de Milão, desde 1996 atua em cargos de gestão de logística de multinacionais como Ferrero, Siemens e Techint. Chegou ao Brasil em 2007, como administrador do fundo suíço Fenice Investments para desenvolver negócios imobiliários no segmento residencial e turístico.

SAMUEL PIMENTEL | O POVO/Com informação SGA Noticias

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