Ex-governador de MT e mais 14 são condenados por esquema de propina e lavagem de dinheiro

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Por Lislaine dos Anjos, G1 MT

Justiça condena ex-governador do MT Silval Barbosa (MDB) por corrupção

Justiça condena ex-governador do MT Silval Barbosa (MDB) por corrupção

O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (MDB), e outras 14 pessoas – entre ex-secretários estaduais, ex-prefeito e empresários – foram condenados pela Justiça por participação em um esquema de cobrança de propina e lavagem de dinheiro, investigadas durante uma das fases da operação Sodoma, da Polícia Civil.

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, a organização criminosa cobrava propina de empresários que mantinham contratos com o Executivo estadual e praticou a lavagem de dinheiro na compra de um terreno na Avenida Beira Rio, atualmente avaliado em R$ 15,5 mihões.

Essa fase da operação foi deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) em março de 2016. A condenação foi dada pelo juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, na quinta-feira (10), e todos podem recorrer da sentença em liberdade.

Dentre os réus, confessaram participação no crime e firmaram acordo de delação premiada os ex-secretários estaduais de Administração (extinta SAD), César Zílio e Pedro Elias Domingos de Mello, o ex-governador Silval Barbosa e o filho dele, Rodrigo Barbosa, o ex-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf, e o ex-chefe de gabinete do ex-governador, Sílvio César Corrêa de Araújo.

O juiz rejeitou integralmente as denúncias oferecidas pelo MP contra o ex-secretário estadual de Fazenda Marcel Cursi e a então secretária do ex-chefe da Casa Civil, Karla Cintra, que negaram envolvimento no esquema durante depoimento.

Silval foi condenado a 14 anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime prisional diferenciado – como previsto no termo de colaboração premiada -, além de um ano e oito meses de detenção e pagamento de 443 dias-multa.

Já Sílvio Corrêa, considerado o “braço direito” do ex-governador, foi condenado a 7 anos e seis meses de prisão em regime prisional diferenciado, um ano e cinco meses de detenção e ao pagamento de 291 dias-multa.

O ex-secretário César Zílio foi condenado a 24 anos de reclusão em regime fechado e um ano, dois meses e 10 dias de detenção em regime aberto, enquanto o ex-chefe da SAD, Pedro Elias, foi sentenciado a 15 anos, três meses e dois dias de prisão e oito meses de detenção a serem cumpridos em regime penal diferenciado, conforme acordado no termo de delação premiada firmado por ambos.

O ex-secretário adjunto de Administração, coronel José Nunes Cordeiro, que negou qualquer participação no esquema, foi o que recebeu a maior pena: 33 anos, nome meses e 10 dias de prisão em regime inicialmente fechado; seis anos e quatro meses de detenção em regilme semiaberto; e pagamento de 1.305 dias-multa.

Cordeiro era responsável por ajustar licitações que beneficiavam o suposto grupo criminoso, bem como teria proferido ameaças a empresários para que pagassem propinas, segundo o MP.

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