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Ex-prefeito de Uruburetama condenado por estupro de pacientes em consultório tem registro de medicina cassado

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A decisão da cassação do diploma foi publicada em 16 de agosto no Diário Oficial da União. José Hilson de Paiva teria ferido três artigos do código de ética médico, segundo o CRM.


Ginecologista grava vídeos de pacientes nuas e enquanto praticava abusos sexuais

Ginecologista grava vídeos de pacientes nuas e enquanto praticava abusos sexuaisO médico e ex-prefeito de Uruburetama, José Hilson de Paiva, acusado de cometer crimes sexuais durante décadas contra pacientes, teve o registro cassado e não pode mais exercer a medicina. Ele foi condenado a 12 anos de prisão pelos abusos cometidos.

A decisão da cassação do diploma foi publicada em 16 de agosto no Diário Oficial da União. Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), Hilson feriu três artigos do código de ética médico. São eles:

  • Art. 30: usar da profissão para corromper costumes, cometer ou favorecer crimes;
  • Art. 38: desrespeitar o pudor de qualquer pessoa sob seus cuidados profissionais;
  • Art. 40: aproveitar-se de situações decorrentes da relação médico paciente para obter vantagem física, emocional, financeira ou de qualquer natureza.

 

Entenda o caso

 

Pacientes relatam que procuravam Hilso Paiva devido à credibilidade que ele tinha como médico — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Pacientes relatam que procuravam Hilso Paiva devido à credibilidade que ele tinha como médico — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

José Hilson atuava como médico quando foi acusado de cometer crimes sexuais nos seus próprios consultórios nas cidades de Cruz e Uruburetama, no interior do Ceará. Vídeos dos crimes foram gravados por ele mesmo durante as supostas sessões médicas. O caso foi revelado pelo Fantástico em 14 de julho de 2019, o que motivou a investigação.

Em julho de 2019, ele foi cassado pela Câmara Municipal de Uruburetama, perdendo assim o mandato, e impedido de exercer a medicina. Ele foi preso ainda em 2019. Em abril de 2020 saiu do presídio em decorrência de integrar grupo de risco da pandemia, e cumpre, atualmente, prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico.

Os advogados de defesa do ex-prefeito, representado pelos criminalistas Leandro Vasques e Afonso Belarmino , afirmaram, em nota, que a sentença acolheu em parte a tese da defesa. “Respeitamos o entendimento do magistrado quanto à compreensão da condenação, mas dele iremos apelar ao Tribunal de Justiça e confiamos na reforma dessa decisão”, afirmaram.

G1 CE

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