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Ex-servidor público de Londrina e filho, investigados por atos de improbidade administrativa, têm bens bloqueados pela Justiça

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A Justiça decretou a indisponibilidade de bens de um ex-servidor público de Londrina, no norte do Paraná, e do filho dele no valor total de R$ 14.843,73. Os dois são investigados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por ato de improbidade administrativa. A decisão liminar é de sexta-feira (6).

De acordo com a ação civil pública, Romildo Ruiz, que era operador da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina até março deste ano, apresentou nove atestados médicos falsos, entre 2016 e 2018, para que as faltas de trabalho fossem abonadas.

Ruiz foi demitido do cargo em março deste ano após um processo administrativo realizado pela própria CMTU. Na investigação interna, a companhia constatou as irregularidades. Entre as ilegalidades constatadas estavam assinaturas dos atestados parecidas e os documentos foram entregues no dia anterior a folga prevista.

O MP-PR afirma na ação civil pública que o ex-servidor contou com a colaboração do filho, André Ruan Ruiz, que atualmente é médico, para conseguir os atestados.

A promotoria descreve na ação que o médico, filho do ex-servidor, ‘subtraiu, falsificou e repassou’ os atestados.

O MP-PR detalhou que nos períodos que os documentos foram entregues à CMTU, o filho de Romildo Ruiz era estudante de medicina da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e, posteriormente, trabalhava como médico de uma unidade básica de saúde em Cambé.

Seis atestados foram apresentados com papel timbrado da UEL e três com papel timbrado da Unidade Básica de Saúde. Os carimbos de médicos utilizados nos atestados foram utilizados indevidamente.

O promotor Ricardo Bevenhu detalha no processo que entre os problemas de saúde descritos nos atestados estavam dor lombar baixa, intoxicação bacteriana, acompanhamento de doente, conjuntivite e até unha encravada.

Para o MP-PR, os dois investigados praticaram atos de improbidade administrativa que geraram enriquecimento ilícito. Isso gerou lesão ao erário e violação dos princípios da administração pública.

A liminar autorizou o bloqueio de bens de Romildo Ruiz no valor de R$ 9.270 e de R$5.573,79 em bens de André Ruan Ruiz.

G1 tenta localizar os investigados ou a defesa deles para falar sobre a determinação judicial.

Por G1 PR

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