Extensão do território do Ceará afetado pela estiagem cai pela metade

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As chuvas ocorridas em abril deste ano contribuíram para redução dos efeitos da seca no Ceará. Conforme estudo dos institutos de meteorologia, o estado terminou o mês de abril com 36,82% do seu território livre da estiagem.

Até março deste ano, 74,52% do território cearense estava na mesma situação. Os dados fazem parte do Monitor de Secas do Nordeste, divulgado na manhã desta terça-feira (15).

As chuvas ao longo da quadra chuvosa apresentaram resultados positivos entre fevereiro e abril, principalmente. Em abril, o volume de chuva ficou 12% acima do esperado para o mês.

“Todas as modificações que foram feitas no Ceará são com base nas informações de chuva de curto prazo (3, 4 e 6 meses). O Índice de Precipitação-Evapotranspiração Padronizado (SPEI) foi determinante para essas modificações, pois leva em consideração não só a chuva, mas também a evaporação”, explica o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Raul Fritz.

Fora da seca extrema e excepcional

Monitor de Secas do Nordeste destaca que redução da seca relativa diminuiu. (Foto:  Monitor de Secas do Nordeste do Brasil) Monitor de Secas do Nordeste destaca que redução da seca relativa diminuiu. (Foto:  Monitor de Secas do Nordeste do Brasil)

Monitor de Secas do Nordeste destaca que redução da seca relativa diminuiu. (Foto: Monitor de Secas do Nordeste do Brasil)

Ainda segundo o estudo, os dados atuais do estado são os melhores desde maio de 2017, quando o Ceará apresentou 41,88%. Além da área sem seca relativa, o Ceará não apresenta nenhuma porção dentro das categorias extrema ou excepcional, que são os piores níveis. Conforme o Monitor, em março o porcentual sem seca no Estado era de 25,48%.

Apesar dos resultados positivos, é preciso cautela, pois ainda há 63,18% do território com algum nível de seca relativa, sendo 8,31% dentro da categoria grave em áreas que estão localizadas na região Jaguaribana e no Sertão Central e Inhamuns. Este cenário indica que o estado permanece sob impactos negativos de longo prazo, ou seja, interferindo diretamente na ecologia e hidrologia, conforme o estudo.

“No sul dos Inhamuns, a seca permanece grave, pois os quantitativos de chuva, mesmo no curto prazo, não foram equivalentes a outras áreas do Cerá como, por exemplo, o Cariri. Isso se refletiu no SPEI, entre outros indicadores”, comenta Fritz.

Sobre o Monitor de Secas

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação da seca no Nordeste, cujos resultados consolidados são divulgados por meio de mapas.

Mensalmente, informações sobre a situação de secas são disponibilizadas até o mês anterior, com indicadores que refletem o curto e o longo prazo, indicando a evolução da seca na região.

G1

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