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Fortaleza é a 2ª capital com maior número de diagnósticos de diabetes

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A diabetes está entre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) que representam, hoje, um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. Em Fortaleza, a incidência da doença cresceu 1.9 pontos percentuais em adultos com 18 anos ou mais entre 2017 e 2018. É o que revela a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Segundo o levantamento, divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Ministério da Saúde, 9,5% dos entrevistados declararam ter a doença no ano passado, o que coloca a cidade como a 2ª capital brasileira com o maior percentual de diagnóstico de diabetes no País, atrás apenas do Rio de Janeiro.

Já no ano anterior, 7,6% dos entrevistados da capital cearense alegaram possuir a doença, o que colocava a cidade na 9ª posição no ranking nacional entre as capitais.

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da diabetes tipo 2 estão ligados aos maus hábitos, como a alimentação inadequada e o sedentarismo, segundo explica a médica endocrinologista do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Ana Flávia Torquato.

“O motivo pelo qual tem crescido a diabetes no Brasil e em Fortaleza são os hábitos de vida. A população está cada vez mais obesa, 20% das pessoas ouvidas em Fortaleza, segundo a pesquisa. Mais da metade está acima do peso. Então o foco deve ser melhorar a alimentação e praticar atividade física regular”, orienta.

Os resultados da Vigitel subsidiam o monitoramento das metas propostas no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil, 2011–2022 (Brasil, 2011a), o Plano Regional (OPAS, 2014), o Plano de Ação Global para a Prevenção e Controle das DCNT, da Organização Mundial da Saúde (WHO, 2013), bem como das metas de DCNT referentes à agenda 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (UN, 2015).

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