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Governo promove ações para estimular a prática de esportes

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“Se a gente quer um Brasil melhor, ele passa por meio de uma série de coisas, e uma delas é o esporte”, defende Natália Falavignia Silva, medalhista de bronze no taekwondo em 2008 Foto: Mariana Alejarra/PR

Em 2020, o Brasil celebra 100 anos de participação em olimpíadas. Foram 22 edições desse evento esportivo, com a participação de mais de dois mil atletas brasileiros. Como resultado, o País conseguiu 374 atletas medalhistas, 97 campeões olímpicos e 129 medalhas: 30 de ouro, 36 de prata e 63 de bronze.

Nesta quarta-feira (19), uma cerimônia no Palácio do Planalto marcou o início de uma série de ações para celebrar o Centenário Olímpico do País, que visam estimular a prática do esporte no Brasil, não só de alto rendimento, mas também nas escolas e para a terceira idade. A data – 19 de fevereiro – foi escolhida por ser o Dia do Esportista. Durante o evento, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que institui a Comissão Interministerial Brasil 100 Anos Olímpicos e o decreto que institui a Cruz e a Medalha do Mérito Desportivo, concedida a 14 medalhistas olímpicos na ocasião.

Um dos atletas homenageados, o velejador Lars Grael, bronze em Seul e Atlanta, considera essencial o governo valorizar o esporte. “É ter o esporte como mecanismo fundamental de valorização da educação e da saúde preventiva. É o estímulo à atividade física, à educação física nas escolas e à representação da imagem do Brasil no exterior”, destacou.

O velejador Lars Grael foi homenageado na cerimônia de comemoração do Centenário Olímpico Foto: Mariana Alejarra/PRGrael acrescentou que é muito importante para um país ter valores olímpicos, que são universais. “Cada atleta desse é soldado da paz, que vai lá para suar a camisa, dignificar a mesma bandeira e dignificar a imagem do Brasil para todos os cantos do mundo. É fundamental apoiar o esporte olímpico.”

Para a atleta homenageada Natália Falavignia Silva, medalhista de bronze no Taekwondo em 2008, o esporte deve ser apoiado em todas as suas vertentes, pois ele pode mudar a sociedade. “O esporte nada mais é que a representação da vida. Ele vai te ensinar a perder, a ganhar, a sofrer frustrações, a valorizar o processo e não só a vitória. São coisas que qualquer ser humano passa ao longo da sua vida. Se a gente quer um Brasil melhor, ele passa por meio de uma série de coisas, e uma delas é o esporte.”

O secretário Nacional de Alto Rendimento na Secretaria Especial do Esporte, do Ministério da Cidadania, Emanuel Rego, destacou que este momento, de preparação para as olimpíadas, é ideal para fomentar o esporte nacional. “Uma das propostas do programa do centenário é fazer com que o esporte cresça, o combate ao sedentarismo, a inclusão social, o esporte na escola, na universidade. Nosso desejo é fazer com que o Brasil respire mais esporte.”

Na solenidade, foi montada uma exposição fotográfica, apresentados moeda e selo comemorativos, além das homenagens aos atletas e ex-atletas. Livros, vídeos, palestras, exposições e outros produtos serão lançados ao longo do ano, sempre em datas representativas para o esporte nacional.

Participação olímpica

A primeira participação brasileira em olimpíadas foi nos Jogos da Antuérpia, na Bélgica, e contou com 21 atletas que voltaram com um ouro, uma prata e um bronze para casa. A expectativa para Tóquio é enviar uma delegação próxima de 300 competidores e manter as campanhas recentes, entre 15 e 20 medalhas.

Até o momento, são 172 vagas confirmadas para as Olimpíadas de 2020. Desse total, 37 vagas já têm nome e sobrenome assegurado. São 22 homens e 15 mulheres com índice em modalidades individuais para o Japão. Desse grupo, 91,2% atualmente fazem parte do Bolsa Atleta, programa da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. O investimento federal para ajudá-los em sua preparação é de R$ 4,3 milhões por ano. No total, o Bolsa Atleta atende (levando em conta também a Bolsa Pódio) 6.541 atletas, com investimento anual de R$ 122 milhões.

Neste ciclo olímpico, foram concedidas 24.537 bolsas, sendo 19.425 para atletas de modalidades que compõem o programa olímpico, nas categorias Olímpica, Internacional, Nacional, de Base e Estudantil, já incluindo a chamada pública de 2019. O orçamento destinado ultrapassa R$ 331,6 milhões, sendo R$ 262,8 milhões para modalidades olímpicas. Todos os atletas que pleitearam a bolsa e cumpriram as exigências do programa foram contemplados.

 Com informações do Ministério da Cidadania

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