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Hidroxicloroquina contra a Covid-19: Academia de Medicina critica posição do Estado

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Equipe Focus
focus@focus.jor.br

A Academia Cearense de Medicina contestou a não prescrição e a indisponibilidade da hidroxicloroquina na rede de saúde pública do Estado. A nota assinada pelo Dr. Djacir Gurgel de Figueirêdo, presidente da entidade, manifesta repúdio à ausência de trocas de opiniões e experiências entre as autoridades de saúde pública e as entidades científicas sobre o assunto.

“Diante das observações e evidências científicas da aplicabilidade da hidroxicloroquina, na fase precoce da COVID-19, em inúmeros relatos científicos nacionais e internacionais, assim como sua absoluta segurança de uso por curto período e sob seguimento médico adequado, contestamos, veementemente, a inobservância da sua prescrição e disponibilidade na rede de saúde pública, em todos os níveis”, diz o texto.

A entidade pontuou cinco argumentos que sustentam o posicionamento.

1. A nosso ver, carece de suporte o argumento da falta de comprovação científica A1. Afinal, quais drogas e/ou medidas que estão sendo recomendadas são suportadas nesse nível?
2. Não é tolerável que a população menos favorecida, economicamente, seja privada de opções terapêuticas disponíveis aos demais;
3. Abominamos, ainda, a falta de providências públicas quanto ao desabastecimento do varejo, em relação às drogas aplicáveis à essa enfermidade;
4. Já há algumas semanas, a ACM referenda o protocolo do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos – NPDM, juntamente com outras entidades médicas cearenses e grande parte dos nossos profissionais especializados – por considerarmos que resulta de pesquisas científicas e comunicação de resultados clínicos;
5. Finalmente, nos solidarizamos com o confrade Dr. Anastácio Queiroz, ex-secretário de saúde do estado e infectologista da maior reputação, por sua última manifestação pública ao encontro do nosso entendimento.

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