Justiça reforça ao PR afastamento de Garotinho e Antônio Carlos Rodrigues de cargos de comando do partido

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Justiça reforça afastamento de Garotinho e Rodrigues do Partido da República

Justiça reforça afastamento de Garotinho e Rodrigues do Partido da República

A Justiça Eleitoral de Campos de Goytacazes, no Rio, reforçou, em novo despacho, o impedimento do ex-governador Anthony Garotinho e do ex-ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, de reassumirem seus cargos no PR.

Garotinho era presidente regional do PR no Rio, e Rodrigues era presidente nacional do partido. O ofício com esse despacho foi enviado ao partido. O PR informou em nota que comunicou ao TSE o afastamento de Rodrigues da presidência nacional (leia íntegra de nota do partido ao final desta reportagem).

A decisão esclarece que o habeas corpus conseguido pelos dois no mês passado não devolve os cargos de dirigentes aos dois, se relaciona somente a liberdade deles.

Em 20 de dezembro, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), soltou Garotinho e Rodrigues alegando que não havia indícios de que cometeriam novos crimes e, por isso, não havia razão pra permanecerem presos.

Na decisão, o juiz Ralph Manhaes Júnior diz que “qualquer ato praticado pelos referidos réus na condição de presidente do partido a que pertencem será considerado descumprimento de ordem judicial , sujeitando-se aqueles , portanto, a imposição de medidas mais rígidas”.

O juiz tomou essa decisão pra evitar que Garotinho e Rodrigues, em liberdade, retomem normalmente as atividades de direção do partido.

A Justiça recebeu informações de que Garotinho estaria organizando atividades partidárias, algumas com presença de militantes, e fazendo convocação de reuniões pela internet. Por isso, fez um novo despacho reforçando que esses afastamentos ainda estão em vigor.

Garotinho e Rodrigues foram presos no final do ano passado em ação da Polícia Federal que investiga crimes eleitorais.

A prisão de Garotinho foi baseada em investigação que apura os crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais.

O então presidente do PR é suspeito de negociar com o frigorífico JBS a doação de dinheiro oriundo de propina para a campanha do ex-governador em 2014.Os dois negam a prática de crimes.

Nota do PR

Leia abaixo a íntegra de nota divulgada pela assessoria do PR:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Brasília, 11 de janeiro de 2018.

A direção nacional do Partido da República reitera que não comenta decisões do Poder Judiciário. Entretanto, esclarece que, no mesmo dia em que foi anunciado o mandado de prisão do presidente nacional do PR, a legenda republicana comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral o afastamento do senhor Antônio Carlos Rodrigues do comando da Executiva do partido. Na mesma data, passou a responder pela presidência nacional do PR o senhor José Tadeu Candelária.

Jornalista Vladimir Porfírio

Assessoria de Imprensa do PR Nacional

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