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Moro aceita denúncia contra 7 pessoas por crimes em obras na refinaria Abreu e Lima

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Por G1 PR, Curitiba

O juiz Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (14) denúncia contra o operador financeiro Sérgio Boccaleti, preso na 51ª fase da Operação Lava Jato, e outras seis pessoas.

Nesta ação, apura-se crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao contrato de construção da casa de força da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Veja quem se tornou réu:

  • Mário Andrade (diretor do Grupo Alusa Engenharia S/A): corrupção ativa
  • José Lázaro (diretor do Grupo Alusa Engenharia S/A): corrupção ativa e lavagem de dinheiro
  • Cesar Godoy (diretor do Grupo Alusa Engenharia S/A): corrupção ativa e lavagem de dinheiro
  • Luis Eduardo Barbosa (operador financeiro): corrupção ativa e lavagem de dinheiro
  • Glauco Colepicolo (ex-gerente da Petrobras): corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro
  • Sérgio Boccaletti (operador financeiro): lavagem de dinheiro
  • Rogério Araújo (ex-executivo da Odebrecht): lavagem de dinheiro

O G1 tenta contato com a defesa dos citados.

De acordo com os procuradores, os executivos do Grupo Alusa Engenharia Cesar Luiz de Godoy Pereira, José Lázaro Alves Rodrigues e Mário Costa Andrade Neto pagaram R$ 9,6 milhões em propina para que ex-gerentes da Petrobras praticassem atos em favor da empresa e se abstivessem de praticar atos contrários aos interesses da empreiteira durante a licitação.

O pagamento de proprina, conforme o MPF, corresponde a 1% do valor do contrato original de R$ 966,1 milhões. Entre os ex-gerentes da Petrobras está Glauco Colepicolo Legatti.

Para realizar os pagamentos, segundo os procuradores, os executivos utilizaram serviços dos operadores financeiros Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva e Boccaletti, assim como do ex-executivo da Odebrecht Rogério Santos de Araújo.

O MPF apontou que o repasse da propina pela empreiteira se deu mediante operações de lavagem de dinheiro por meio da celebração de contratos fraudulentos de prestação de serviços no país para depois realizar depósitos em contas no exterior em nome de offshores. Os pagamentos, segundo os procuradores, foram entre 2009 e 2014.

Ainda de acordo com o MPF, a empresa de engenharia não constava entre as convidadas do certame à época da construção e não preenchia todos os requisitos exigidos pela Petrobras para participar da licitação.

Mesmo assim, conforme os procuradores, houve o pgamento de vantagens ilícitas para executivos da estatal. Por fim, a empreiteira foi vencedora do certame.

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