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Morre idosa que teve nome trocado em etiqueta de identificação em UPA de Fortaleza

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Após uma série de enganos e trocas com relação à identificação da idosa Maria José de Olivindo Vasconcelos, 76, que estava internada desde o último dia 14 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Edson Queiroz, em Fortaleza, os familiares foram comunicados sobre a morte de Maria na madrugada desta sexta-feira (22). A senhora deu entrada na Unidade após apresentar sintomas da covid-19.

A causa da morte da idosa Maria José foi insuficiência respiratória grave, segundo a família. À reportagem, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) declarou, na manhã dessa sexta-feira, ao ser questionada sobre a confirmação da morte, que “as informações pessoais do paciente são divulgadas exclusivamente para os familiares e responsáveis”.

O Ceará já soma mais de 31 mil casos e 2.161 mortes provocadas pela doença. Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), atualizados na tarde desta quinta-feira (21).

Casos de coronavírus no Ceará
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Fonte: Sesa

Conforme a nora de Maria José, a dona de casa Patrícia Alves Almeida Vasconcelos,36, a idosa foi levada à UPA, pelos filhos, com falta de ar no dia 14. “Depois que foi atendida, ela ficou sentada na cadeira sem o menor apoio para ficar no oxigênio”. A dona de casa relata ainda que Maria José, já cansada, ficou na mesma cadeira por quatro dias. “Por vezes, ela chegou a pedir para deitar no chão”, conta.

Os familiares não recebiam informações sobre o estado de saúde da idosa durante o período em que ela esteve internada. “Em um dos dias, meu esposo pode visitá-la e notou que a etiqueta de identificação dela estava errada. O nome dela não era aquele descrito acima da cadeira dela”, diz.

No momento, Patrícia acrescenta que o esposo solicitou a troca de nomes a um funcionário, mas precisou sair antes da alteração acontecer.

No dia 18, eles foram informados que entrado em coma e precisava de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Ele foi até a UPA novamente para saber mais informações sobre o estado de saúde dela”, lembra Patrícia.

Na visita, “a assistente social de lá entregou um saco com roupas da minha sogra, este sem etiqueta, mas, meu marido notou outro mesmo saco com o nome dela no chão, que supostamente seria entregue para outra pessoa. O erro foi, novamente, relatado à assistente, que afirmou ser um engano, porém, não trocou a etiqueta na hora”.

Trocas

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Em 19 de maio, a família recebeu uma ligação solicitando que eles fossem na UPA, mas não deram detalhes sobre o que se tratava.” Não disseram detalhes sobre o assunto. Todo mundo já pensava que o pior tinha acontecido”, ressalta.

Quando chegaram ao local, contudo, a assistente social informou que houve um engano. “Pediram desculpa e falaram que tinha falecido uma senhora com nome semelhante ao da minha sogra”, relata, afirmando ainda que a família começou a ficar em “pânico com tantos erros de identificação”.

Desde então, os familiares não puderam mais ver Maria José, somente informações, atualizadas uma vez ao dia, desde a passagem da idosa para o estado de coma. “Pedimos um laudo para dar entrada no pedido de UTI e demoraram dias. Só ontem (20) conseguimos, com muita dificuldade”, revela Patrícia.

Com todas as trocas, familiares tinham dúvidas sobre o verdadeiro estado de saúde de Maria José. “É indignante o descaso. Agora, estamos todos pensando se erraram também na medicação. Erraram em mais o que? Como temos prova disso? Não vimos mais ela, nem foto pode tirar para nos confortar em um momento desses”, lamenta a nora da paciente.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) comunicou, em nota na quinta-feira (21), que os familiares da paciente Maria José Olivindo estavam “recebendo atualizações constantes sobre o quadro clínico da paciente, que está internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada no bairro Edson Queiroz”.

Além disso, a SMS confirmou que o responsável pela idosa, recebeu pessoalmente o boletim médico, na quarta-feira (20.05). “Ressaltamos que desde a sua entrada na unidade, não houve nenhuma internação de paciente com nome igual ou semelhante. Os contatos realizados abordam exclusivamente sobre a paciente em questão. Não havendo assim, por parte da unidade, ligações sobre outros pacientes”, diz a nota.

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G1 CE

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