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MP investiga deputado Campos Machado por suspeita de enriquecimento ilícito; parlamentar nega

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Por Walace Lara, SP2/G1

MP investiga deputado Campos Machado, do PTB, por suspeita de enriquecimento ilícito

MP investiga deputado Campos Machado, do PTB, por suspeita de enriquecimento ilícito

O Ministério Público de São Paulo investiga o deputado estadual Campos Machado (PTB) por suspeita de enriquecimento ilícito. O parlamentar, que também é presidente estadual do PTB de São Paulo, nega as acusações (leia mais abaixo).

Um relatório de movimentações financeiras, feito por um conselho vinculado ao Ministério da Fazenda, desconfiou de transações em contas do deputado e do escritório de advocacia do qual ele é sócio.

Figura antiga na política e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ele está no sétimo mandato consecutivo como deputado estadual. Advogado de formação, já foi presidente da Alesp e é considerado um dos principais articuladores da Casa.

Para o MP, Antonio Campos Machado agora é suspeito de enriquecimento ilícito. Reportagem publicada nesta quinta pelo jornal “O Estado de S.Paulo” aponta movimentações atípicas de R$ 6,1 milhões.

A reportagem do SP1 confirmou o teor da investigação, que está em segredo de justiça. Ela é baseada num relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que encontrou operações suspeitas realizadas entre 2006 e 2015.

Uma delas movimentou cerca de R$ 3 milhões. O Coaf apontou como problemas “fragmentação de depósitos, em espécie, de forma a dissimular o valor total da movimentação” e movimentações que apresentaram “atipicidade em relação à atividade econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua capacidade econômico-financeira”.

As contas do escritório de advocacia do deputado também acenderam o sinal vermelho do conselho. O valor movimentado, nesses casos, foi de R$ 3,1 milhões. O Coaf disse que parte dos depósitos não tinha identificação dos depositantes.

O MP quer saber se essas movimentações financeiras milionárias têm a ver com uma outra investigação, da qual Campos Machado é alvo desde 2016. Ele é suspeito de praticar “venda de favores”, ou seja, cobrar dinheiro de funcionários indicados por ele para cargos na Secretaria Estadual da Justiça e na Assembleia Legislativa.

Na tarde desta quinta, o deputado estadual recebeu o SP2 e negou envolvimento em ações ilegais. “Já foi justificado no imposto de renda, não tem nada equivocado. Essas quantias guardadas são decorrentes de 40 anos de advocacia”, disse.

“Me aponte um único funcionário da Assembleia, Justiça, ou qualquer lugar, em 28 anos como deputado estadual, que eu tenha retirado o salário dele, que eu entrego o meu mandato”, acrescentou.

O promotor do inquérito, Silvio Marques, disse que não comenta casos que estão sob sigilo. O promotor do inquérito, Silvio Marques, disse que não comenta casos que estão sob sigilo.

No fim da tarde, o promotor Marcelo Milani abriu um inquérito civil contra Campos Machado para investigar nepotismo. A suspeita é que oito funcionários do gabinete tenham relações familiares com o deputado.

Campos Machado disse que a suspeita é leviana e que não tem qualquer parentesco com as pessoas citadas no inquérito.

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