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Novo comando do TJ será eleito em 24 de setembro e tem a cara do novo Judiciário do Ceará

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Atenção: a eleição para o próximo comando do Tribunal de Justiça do Ceará foi marcada para 24 de setembro e já há uma chapa definida. A desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira será a terceira mulher a presidir o Judiciário do Ceará em 146 anos de História da Instituição. Antes, somente as desembargadoras Águeda Passos (1999-2000) e Iracema do Vale (2016-2017) haviam ocupado o cargo.

Compõem a chapa o desembargador Antônio Abelardo Benevides Moraes na função de vice-presidente e o desembargador Paulo Aírton Albuquerque Filho, que será o corregedor na gestão que se inicia em janeiro de 2021.

A chapa foi construída com a chancela das principais lideranças do TJCE. A desembargadora Nailde, atual vice-presidente, era a candidata natural para assumir o comando. A magistrada é bacharel em Direito graduada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), turma de 1982, e compõe o pleno do Tribunal desde 30 de abril de 2009.

Desembargador Antônio Abelardo Benevides Moraes

O desembargador Abelardo é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Ceará – turma de 1978. Tem pós-graduação também pela UFC em convênio com a Escola Superior da Magistratura do Ceará e a Fundação Paulo Bonavides. É desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará com nomeação efetivada 25 de maio de 2006.

O acordo em torno do desembargador Paulo Aírton se deu em função de sua formação jurídica e reputação como magistrado, sendo considerado o perfil mais adequado para a função. É graduado em direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor). Possui Mestrado em Direito e Gestão de Conflitos também pela Unifor com período na Columbia University School of Law. É desembargador do TJ Ceará desde agosto de 2013, tendo ingressado pelo quinto constitucional na vaga reservada aos advogados.

Desembargador Paulo Aírton

O trio tem como característica em comum pertencer à nova safra que mudou para melhor a face do Judiciário cearense, que soube manter distância de procedimentos condenáveis do ponto de vista ético. O grupo se alinha à nova concepção hegemônica no TJ, que ganhou maior ênfase com a gestão do desembargador Washington de Araújo, cujo mandato vai até janeiro do próximo ano e marcou época pelos imensos ganhos de produtividade e modernização no Poder.

O intervalo entre a eleição (setembro) e a posse (janeiro) se destina à preparação dos projetos para a próxima gestão. É considerado um período muito rico, em que os próximos dirigentes definem as suas prioridades e traçam a linhas que nortearão suas gestões. (FC)

 

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