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O Brasil é um exemplo para o mundo na geração de energia limpa

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Apesar da enxurrada de críticas que sofre diariamente envolvendo questões ambientais, o Brasil não é apenas um dos países que mais preserva sua vegetação nativa no mundo (mais de 65% do território nacional). É também o que tem a matriz elétrica mais limpa entre as 20 maiores economias do planeta. Por aqui, 82% da eletricidade produzida vêm de fontes renováveis. Em segundo e terceiro lugar aparecem, com uma porcentagem bem inferior, o Canadá (65%) e a Suíça (60%).

Em todos os outros países da lista, mais de 50% da eletricidade é oriunda de combustíveis fósseis e material nuclear. Isso significa que a geração de energia elétrica no Brasil é muito menos prejudicial ao meio ambiente. Os dados são de 2018, os mais atuais fornecidos pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

Curiosamente, a França, cujo governo é um dos maiores críticos da política ambiental brasileira, é a nação mais dependente de energia nuclear. Cerca de 71% de toda a eletricidade consumida pelos franceses vêm desta fonte, que depende da mineração de urânio — atividade que por si só já devasta o meio ambiente. Um acidente numa usina nuclear, embora raro, quando acontece causa desastres que se perpetuam por décadas. Pripyat, por exemplo, a cidade próxima à Usina Nuclear de Chernobil, na Ucrânia, permanece desabitada e isolada desde 1986.

O resíduo nuclear também é o mais tóxico. Não se trata da emissão de gases poluentes, como monóxido de carbono. O lixo radioativo gerado nesse processo pode continuar a emitir radiação por cerca de 300 anos. Por ser letal à vida humana, todo esse material precisa ser armazenado em recipientes especiais e descartados em locais com revestimento de concreto, onde permanecem por séculos.

A Arábia Saudita é a nação que mais depende de combustíveis fósseis para produzir eletricidade. Quase 100% de sua geração é feita através de gás natural e petróleo. Junto com o carvão mineral, esses combustíveis são considerados os que mais contribuem para o aquecimento global. A maior parte do mundo industrializado depende justamente dessas fontes.

A chave do sucesso para os campeões de energia limpa está na matriz hidrelétrica, modelo responsável por quase 65% de toda a geração de eletricidade no Brasil. Embora não seja livre de impactos ambientais — para a construção de grandes estruturas, como a central de Itaipu, vastas áreas são alagadas —, eles são imediatos. Além disso, o manejo das usinas é mais fácil e os resíduos muito menos nocivos que os modelos fósseis e nucleares.

Artur Piva/Revista Oeste

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