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Pecém espera liberação do novo berço de atracação em novembro

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A Licença de Operação (LO), necessária para o início do funcionamento do berço 9 de atracação do Porto do Pecém, deve ser emitida em novembro deste ano pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). De acordo com o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp S.A.), administrador do terminal, o berço está previsto para ser inaugurado em dezembro deste ano. Além disso, foram investidos aproximadamente R$ 200 milhões para a construção da estrutura.

“O berço 9 representa a última etapa da conclusão da nossa segunda expansão. Passaremos a receber 10 navios simultaneamente. Isso significa que teremos ainda mais capacidade de atendimento para os nossos mais diversos clientes”, afirma Danilo Serpa, diretor-presidente do Cipp S.A.

Segundo ele, toda a documentação exigida pelo Ibama já foi entregue. “Estamos aguardando apenas a emissão da licença de operação. As obras também já foram concluídas”, garante.

Mudanças

O berço 9 representa, também, mais uma etapa da expansão do Complexo após a parceria com o Porto de Roterdã, na Holanda. A administração do porto europeu está à frente das operações no Pecém desde dezembro do ano passado, e para os próximos três anos pretende construir um terminal de tanques para armazenamento e transbordo de combustíveis; uma conexão de trem até o terminal de atracação; e um projeto para fornecer Gás Natural Liquefeito (GNL) a uma nova usina termelétrica no Complexo.

A autoridade holandesa também se prepara para movimentar o dobro da atual produção da siderúrgica (maior empreendimento do Complexo), que deverá passar de 3 milhões para 6 milhões de toneladas de aço por ano. A previsão é do novo diretor operacional do Porto do Pecém, Corné Hulst, e foi publicada em um artigo reproduzido no site do Porto de Roterdã, em julho.

Ele classifica o Pecém como um “bom negócio com baixo risco e alto potencial de crescimento”, o que oferece “consideráveis oportunidades” de investimento. “Nós nos diferenciamos vendendo nosso conhecimento no mercado. Fazemos isso demonstrando o quão bem organizados, transparentes e confiáveis nós somos”, diz o diretor operacional do Porto do Pecém.

Atuação

“Grandes clientes internacionais querem estabelecer escritórios aqui”, completa. Antes de chegar ao Pecém, Hulst trabalhou em operações portuárias no Egito, Oman e em Moçambique. Ao longo dos últimos 10 meses, a Autoridade do Porto de Roterdã vem implantando no Pecém uma cultura própria de atuação. Uma das mudanças apontadas por operadores de cargas é a desburocratização de procedimentos e a maior eficiência no atendimento a importadores e exportadores. Para isso, o porto vem investindo em inovações digitais, que reduzem custos logísticos.

Diário do Nrdeste

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