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Pecém vai buscar indústrias de granito no Espírito Santo para a ZPE Ceará

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Duna Uribe, que representa o Porto de Roterdã na diretoria da CIPP S/A, detalhará os processos e as inovações já aplicadas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém na exportação de vários produtos, incluindo as rochas ornamentais.

Exclusivo! Segunda-feira, 20, às 14 horas, a diretora executiva da área comercial da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), Duna Uribe, que representa o Porto de Roterdã no comando da empresa, fará, na Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em Vitória, uma exposição sobre o potencial para investimentos do setor de rochas ornamentais na ZPE do Ceará.

Para esse evento, foram convidados os diretores das maiores empresas brasileiras do setor, 90% das quais têm sede no Espírito Santo, entre as quais a Bramagran, Cajugram, Marcel e Magban, além da mineira Itinga, do Mining Group, outra gigante das rochas ornamentais.

A presença de Duna Uribe – que se acompanhará dos principais executivos da CIPP S/A e do presidente da ZPE Ceará, Mário Lima Júnior – é o sinal que esperavam não somente os mineradores capixabas, mas também a Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e o seu Sindicato da Indústrias de Mármores e Granitos para a retomada do projeto de atração das empresas de extração, beneficiamento e exportação de rochas ornamentais para a ZPE do Ceará.

Duna Uribe detalhará os processos e as inovações já aplicadas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém na exportação de vários produtos, incluindo as rochas ornamentais.

Carlos Rubens Alencar, presidente do Sindicato da Indústria de Mármores e Granitos do Ceará (Simagran), lembrou neste sábado, 18, a este colunista, que em 2016, no Palácio da Abolição, o Governo do Estado e 20 empresários beneficiadores e exportadores de rochas ornamentais – 16 dos quais do Espírito Santo – celebraram um Protocolo de Intenções para a instalação, na ZPE do Pecém, de unidades industriais de beneficiamento de mármores e granitos destinados à exportação.

Infelizmente, surgiram problemas inesperados, o principal dos quais foi a dificuldades de regularização do terreno que permitiria a expansão da ZPE.

Também contribuiu a chegada do Porto de Roterdã na diretoria da CIPP S/A. Os holandeses, antes de uma decisão a respeito, quiseram conhecer mais e melhor o projeto e agregar a ele sua expertise.

“Todos os problemas já foram superados. Agora, a CIPP S/A está pronta para tornar realidade o sonho de 2016. Vamos torcer para, a partir de segunda-feira, em Vitória, as coisas andem, e andem rápido”, diz Carlos Rubens Alencar.

Para a reunião de Duna Uribe com os empresários capixabas, deram-se as mãos o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, e da Fundes, Leonardo Castro, que pessoalmente estão mobilizados para reunir as grandes empresas do Espírito Santo e de Minas Gerais o encontro de segunda-feira em Vitória.

As relações dos mineradores cearenses com seus colegas capixabas e mineiros são excelentes. Prova disto é que, no ano passado, mais cinco empresas do Espírito Santo chegaram ao Ceará e estão, hoje, modelando pedreiras na geografia dos municípios de Massapê e Uruoca.

Para a reunião de segunda-feira, irão com Duna Uribe a gerente de Negócios Industriais e de ZPE da CIPP S/A, Alessandra Granjeiro, e o coordenador de Investimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Araújo de Souza, além do presidente da ZPE Ceará, Mário Lima Júnior.

Egídio Serpa/Diário do Nordeste

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