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Prefeitura de Fortaleza quer apuração das responsabilidades nos conflitos da José Avelino

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O Procurador-Geral do Município de Fortaleza, José Leite Jucá Filho, entrou nesta quarta-feira (17) com um pedido ao delegado do 34ª Distrito Policial para que seja instaurado inquérito policial para a “apuração de responsabilidade de delitos cometidos contra o patrimônio, a paz pública e o meio-ambiente”, durante a retirada dos feirantes da Rua José Avelino, no Centro de Fortaleza.

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, havia determinado que os feirantes desocupassem a área na manhã do dia 14, conforme estabelecido em reuniões com representantes dos feirantes. No sábado (13), a Justiça do Ceará – por meio de liminar – suspendeu o processo de retirada dos ambulantes. Ainda assim, a prefeitura de Fortaleza continuou com as obras de requalificação previstas para a José Avelino e seu entorno, como a Avenida Alberto Nepomuceno. A liminar foi derrubada na manhã desta quarta-feira.

O prefeito disse que a decisão pela retirada da feira da área foi uma promessa de campanha e que foi tomada após debates com os envolvidos. Segundo Roberto Cláudio, foram oferecidos aos feirantes mil boxes públicos no novo corredor de vendas na Avenida Filomeno Gomes, no Bairro Jacarecanga, para aqueles ambulantes cadastrados da feira da José Avelino que declarem pobreza ou incapacidade de alugar ou adquirir um boxe privado.

No domingo (13) e na segunda-feira (14) houve confrontos entre os feirantes – que insistiam em permanecer no local e agentes da Guarda Municipal e Batalhão de Choque encarregados da retirada.

O procurador argumentou no pedido ter havido uma “reação desmedida do direito de manifestação por parte dos feirantes […] na Rua José Avelino. Barricadas, pneus e galhos queimados, coquetel molotov, balaclavas, tomada de assalto ao transporte público municipal, destruição do patrimônio público e incitação à prática de crimes por parte do Poder Legislativo […] são medidas que verdadeiramente não se relacionam a um direito livre e democrático de se manifestar contra um acordo [….] assumido com o poder municipal.

“Assistimos à tomada, ao sequestro, de três ônibus, que faziam linhas regulares pelo Centro da cidade. Isso não é uma manifestação pacífica, isso não é da natureza do ambulante, do pai e da mãe de família que tá atrás de trabalhar”, afirmou Roberto Cláudio.

G1

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