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Presos na 40ª fase da Operação Lava Jato fazem exame de corpo de delito no IML de Curitiba

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Os quatro presos na 40ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na quinta-feira (4), fizeram exame de corpo de delito na manhã desta sexta (5). O procedimento, que é praxe após as prisões, foi realizado no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba.

Eles chegaram ao local por volta das 10h, e o exame demorou cerca de 30 minutos.

Os ex-gerentes da Petrobras Marcio de Almeida Ferreira e Maurício de Oliveira Guedes foram presos temporariamente. Enquanto Marivaldo do Rozário Escalfoni e Paulo Roberto Gomes Fernandes, que são representantes das empresas Liderrol e Akyzo, estão presos preventivamente, ou seja, sem prazo determinado.

Todos estão detidos na carceragem da Polícia Federal (PF), na capital paranaense. Eles foram presos no Rio de Janeiro e levados para Curitiba ainda na quinta-feira.

Exame no IML durou cerca de 30 minutos  (Foto: Giuliano Gomes/PR Press) Exame no IML durou cerca de 30 minutos  (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

Exame no IML durou cerca de 30 minutos (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

‘Asfixia’

A atual fase foi batizada de “Asfixia” e tem como foco ex-gerentes da Petrobras suspeitos de terem recebido parte dos R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras. O dinheiro, de acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), foi movimentado por empresas.

Segundo as investigações, a Akyzo e a Liderrol faziam contratos falsos com fornecedoras tradicionais da Petrobras, como Andrade Gutierrez, Odebrecht, Carioca Engenharia e Queiróz Galvão, para intermediar e repassar as propinas a funcionários da estatal.

A defesa de Maurício Guedes não quis se manifestar. O G1 tenta contato com os advogados dos outros suspeitos.

Lei de repatriação

Conforme o Ministério Público Federal, um dos ex-gerentes presos nesta quinta-feira usou a Lei de Repatriação para lavar dinheiro. Márcio de Almeida Ferreira tinha R$ 48 milhões em contas nas Bahamas e, no final de 2016, fez a regularização cambial do montante, alegando que os recursos vieram da venda de um imóvel.

Márcio Ferreira pagou tributos sobre o valor repatriado e, assim, “esquentou” o dinheiro que “certamente tem origem em propina proveniente de corrupção na Petrobras”, de acordo com o procurador Diogo Castor de Mattos

A delegada federal Renata Rodrigues afirmou que a força-tarefa da Lava Jato identificou 18 contratos da Petrobras que foram usados para pagar propina. Somados, eles atingem o valor de R$ 5 bilhões. Segundo relatos de colaboradores, havia a cobrança de 1% em propina sobre o valor das obras. Os crimes teriam acontecido entre 2003 e 2016.

A delegada ressaltou que os crimes continuaram a ser cometidos mesmo após três anos de início da Operação Lava Jato. “Os atos de corrupção continuam a surgir.”

G1

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