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Primeiros passos: estágios já!

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Envolto em desejo e mistério, o estágio equivale ao primeiro flerte com o mercado de trabalho. Daí porque, não raras vezes, dele depende a continuidade – ou não – de um namoro firme com a carreira profissional cultivada no ambiente universitário. Ciente da importância do enlace cada vez mais precoce entre a vida acadêmica e o futuro laboral de quem deseja e precisa colocar em prática o que aprende em sala de aula é que a Universidade de Fortaleza, instituição ligada à Fundação Edson Queiroz, aposta na mediação da Central de Carreiras Unifor junto ao setor corporativo para que saberes e fazeres sejam testados mutuamente, olhando um nos olhos do outro.

“A plataforma Unifor Carreiras é uma ferramenta imprescindível para os discentes que buscam, desde os primeiros semestres de suas graduações, vagas para estágios e empregos ou mesmo orientação curricular, aconselhamento de carreiras, informações sobre a lei de estágio (11.188/2008), eventos e treinamentos prolongados ao longo do semestre letivo. Hoje, precisamente, temos 4.657 empresas conveniadas com a Unifor e aptas a receber os acadêmicos que irão estagiar nas suas respectivas áreas, com a devida supervisão por parte do contratante e o devido acompanhamento por parte da Universidade”, adianta a coordenadora da Central de Carreiras, Karol Mota.

Karol Mota, coordenadora da Central de Carreiras Unifor  — Foto: Ares Soares

Karol Mota, coordenadora da Central de Carreiras Unifor — Foto: Ares Soares

Para ela, a escolha do primeiro estágio requer um olhar para si. “Sugiro sempre um equilíbrio entre vontade e necessidade. É importante saber que tipo de experiências você deseja vivenciar em um estágio e se aquela vaga anunciada poderá proporcionar isso. Ou seja, é preciso filtrar quais as empresas que podem proporcionar um maior aprendizado na sua área, bem como aquelas com maiores condições para que você experimente suas habilidades e teste verdadeiramente sua inclinação para trabalhar junto a determinado nicho profissional. Estágio é esse momento de experimentação, mas no processo de escolha também é preciso atentar para os valores da empresa, entender se estão afinados com o seu estilo de vida, porque só assim aquele será um ambiente propício ao aprendizado e crescimento profissional”, alerta.

Verificar se aquela empresa costuma oferecer vagas para efetivos é outra dica que a coordenadora costuma lembrar, sobretudo junto aos discentes que necessitam de uma renda fixa imediata. O valor da bolsa, assim como os horários de trabalho, também são importantes para dar o suporte a quem deseja e precisa conciliar estudo e trabalho, mas não quer sacrificar o seu curso de graduação. Por outro lado, o momento traz novas demandas ao aprendiz do século XXI que se insere em um mercado transformado e em crise diante de uma pandemia global: com os trabalhos remotos se consolidando como regra, ao invés de exceção, a capacidade de gerenciar ainda melhor e de maneira mais autônoma o tempo é um requisito exigido, além da capacidade de autogestão, da comunicação assertiva e da verve do empreendedorismo.

“Ênfase também na capacidade de olhar para o outro e trabalhar para o bem comum. Esse olhar empático é algo que tem sido cobrado e valorizado pelas empresas em nome do bem coletivo. E também internamente. É potente implantar programas de gestão com olhar inclusivo, propiciando um ambiente que favoreça o respeito, as novas ideias, as relações humanas, o aprendizado, o crescimento, o engajamento, e, sobretudo, a valorização da diferença”, destaca Karol.

Total segurança para ingressar no mercado de trabalho. Eis a sensação que a egressa do curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza, Rayanne Nunes, traz consigo desde que concluiu recentemente a graduação tendo no currículo nada menos do que três estágios. No NAMI (Núcleo de Atenção Médica Integrada), o primeiro deles, descobriu na prática um gosto inesperado pela psicologia clínica; no colégio Ari de Sá, caiu de amores pelos processos educativos e o acolhimento psicopedagógico e, por último, na própria Central de Carreiras da Unifor, entendeu por dentro e se deixou fisgar pelos meandros da psicologia organizacional.

Rayanne Nunes, egressa do curso de Psicologia da Unifor  — Foto: arquivo pessoal

Rayanne Nunes, egressa do curso de Psicologia da Unifor — Foto: arquivo pessoal

“Foram três estágios bem diferentes entre si, mas em todos o que mais pude exercitar foi a autonomia para atuar como profissional. Ou seja, não só executei tarefas, mas também sugeri novos caminhos e lancei novas ideias. Na Central de Carreiras da Unifor, por exemplo, criei um game que trabalha autoconhecimento e vai propondo treinamentos que vão ajudar a construir determinadas carreiras profissionais. Esse estágio, em particular, me despertou ainda mais o interesse pelo mundo corporativo e as mudanças que ele enfrenta. Nele, entendi que crescimento profissional está diretamente ligado à maturidade emocional, condição essencial para o desenvolvimento de competências e a condução das equipes nas organizações do século XXI”, observa Rayanne.

Para a ex-estagiária e hoje psicóloga, o aprendizado que leva para a profissão passa pelos estágios sim, mas não se restringe a eles. “A Unifor, como nenhuma outra universidade que eu conheça, oferece ao estudante um leque de oportunidades e experiências que vão bem além das aulas. Quem tem acesso ao Mundo Unifor, ao Espaço Cultural e seus acervos, à biblioteca de livros raros não sai da universidade só com a teoria ou a técnica de excelência. O diferencial é outro e vem do estímulo constante para que você enriqueça seu repertório simbólico, amplie seus horizontes de interesse, sua sensibilidade e inteligência criativa. Com 26 anos, percebo que meu conhecimento é muito mais vasto do que o de muitos da minha idade. Credito isso à diversidade de práticas e conteúdos que pude acessar durante toda a graduação”, diz.

Status: estagiário. Aos 23 anos, o estudante de Administração da Unifor, Otto Chagas Pinheiro, já não concebe a vida acadêmica sem um estágio em curso paralelamente. “Logo no primeiro ano da graduação fui estagiar na Central de Carreiras, o que considero uma sorte. Foi lá que descobri o atendimento ao público, um desdobramento do trabalho administrativo, que em geral é muito burocrático. Antes eu tinha muita vergonha de falar com pessoas desconhecidas, debater em sala de aula e foi nesse estágio que venci essa limitação, algo que considero essencial para evoluir na minha profissão e na própria graduação. É muito bom quando você identifica suas competências na prática e os estágios ajudam nisso, tanto é que já saí de um emendando em outro. Hoje sou estagiário da Junta Comercial e do Curso Conceito de preparação para o vestibular. Passei nessa seleção, aliás, porque fiz uma ótima entrevista, ou seja, aprendi no meu primeiro estágio a me expressar”, felicita-se.

Otto Pinheiro, estudante do curso de Administração da Unifor  — Foto: arquivo pessoal

Otto Pinheiro, estudante do curso de Administração da Unifor — Foto: arquivo pessoal

Foi como estagiário que Otto também aprendeu a valorizar o próprio trabalho: “o senso comum acha que estagiário é um faz-tudo. Tenho uma amiga que foi estagiar em uma empresa e o chefe mandou que ela fosse buscar o filho dele na escola. Isso é desvio de função. Estagiário não é boy ou entregador. Está na lei do estágio, que eu conheci como estagiário da Unifor: você tem que exercer uma função vinculada à sua área acadêmica. E a Central de Carreiras serve para nos deixar cientes disso e supervisionar de perto o andamento de nossas primeiras experiências de trabalho. Não poderia então ter começado como estagiário em um lugar melhor”, reitera.

Sem concorrência à altura: a maior concentração de estagiários por metro quadrado no campus da Universidade de Fortaleza está na TV Unifor. Antes da pandemia da Covid-19 e do forçoso trabalho home office eram mais de 60 deles espalhados pelos estúdios de gravação onde a produção de uma vasta e diversificada programação televisiva se volta especialmente para o público jovem. Hoje, o coordenador da TV Unifor, professor Max Eluard, contabiliza em torno de 45 estudantes oriundos dos mais diversos cursos que bateram à porta daquele laboratório audiovisual interessados em saber como tudo funciona por dentro e de que modo podem exercitar habilidades e descobrir competências in loco e coletivamente.

Max Eluard, coordenador da TV Unifor  — Foto: Ares Soares

Max Eluard, coordenador da TV Unifor — Foto: Ares Soares

“Criatividade é o que move a TV Unifor e o que mais instigamos nos estagiários que vêm integrar ao longo de dois anos essa equipe também formada por professores e funcionários. E temos aqui uma diversidade de perfis, estudantes que vêm do jornalismo e da publicidade, mas também de cursos afins, como o cinema, a arquitetura, a moda e o marketing, entre outros, já que a televisão também envolve cenografia, figurino e divulgação, além de geração de conteúdos diversos. Portanto, tudo cabe na TV desde que exista em quem faz uma pulsão criativa, um desejo de inventar moda. Não queremos mais do mesmo, o aluno ou aluna que reproduza o que já vem sendo feito. A TV é justamente o laboratório para se atirar, exercitar sem amarras novos formatos e linguagens. E pós-pandemia essa capacidade de reinvenção vem sendo testada ao máximo. Com sucesso, diga-se de passagem”, afirma Eluard.

O espírito de equipe também tem falado mais alto quando o desafio imposto com a pandemia é o de fazer rodar de forma remota uma grade de programação criada e gerida originalmente de modo presencial e a muitas mãos. “Todos nós passamos a gerar conteúdos on line, à distância, a usar os próprios meios e espaços domésticos para reformatar programas e, nesse momento, foi que decidimos partir para uma ação formativa: uma oficina de programação envolvendo discentes, docentes e funcionários para pensar uma grade de programação que vai estrear nesse segundo semestre, privilegiando a linguagem e o universo de interesses das juventudes, tudo fruto do trabalho interdisciplinar de nossos estagiários e estagiárias”, vibra o professor.

E se a TV nunca sai de moda, que também sejam dados os créditos de quem atua discreta, mas decisivamente, nos bastidores. Caso da estagiária Nathalie Belmont, 34, aluna do 5º semestre do curso de Design de Moda da Unifor: “o estágio na TV Unifor só veio confirmar a escolha pela minha graduação, que me abre mil possibilidades de mercado. Na TV Unifor passei a trabalhar com os figurinos dos âncoras dos telejornais e encontrei uma abertura imensa para experimentar estilos diferentes sem precisar seguir qualquer padrão. Estou estagiando há 8 meses, ou seja, já entrei no período de pandemia, então é principalmente pelo whatsapp e através de videochamadas que venho orientando os estagiários do jornalismo quanto aos figurinos, a partir do que cada um tem em casa. Tem sido desafiador não repetir os looks a cada semana, mas empolgante também”.

Nathalie Belmont, estagiária da TV Unifor e estudante de Design de Moda  — Foto: Ares Soares

Nathalie Belmont, estagiária da TV Unifor e estudante de Design de Moda — Foto: Ares Soares

Para Nathalie, o momento mais marcante do estágio foi quando experimentou ser aluna e estagiária a um só tempo na TV Unifor. “íamos transmitir ao vivo um desfile do meu curso e eu me responsabilizei por acompanhar e dirigir todos os figurinos, sendo que alguns deles eram meus. Adorei. E foi a partir desse contato com outras áreas de conhecimento, como o jornalismo, que descobri esse nicho que até então não me interessava, mas hoje pretendo continuar atuando. Tanto que fui convidada por uma marca para estagiar, mas prefiro continuar trabalhando na TV”, sustenta Nathalie.

Futuro jornalista, o estudante do 4º semestre do curso de Jornalismo, Pedro Pinheiro, 19, também reafirmou a escolha pelo universo do noticiário esportivo durante o estágio na TV Unifor. “Hoje colaboro com um portal de notícias esportivas como redator. E sabia que a TV Unifor seria uma escola pra mim, com todos os recursos e tecnologias que encontraria no mercado. Por isso, desde que ingressei na graduação fui conversar com veteranos que já estagiavam na TV porque queria uma vaga para adquirir experiência. Consegui entrar em novembro de 2020 e a pandemia restringiu um pouco a prática, mas assim mesmo venho aprendendo muito: já apresento matérias de esporte, produzo, apresentei o jornal Unifor Notícias… Tudo isso vem enriquecendo meu currículo, mas o maior aprendizado talvez seja aquele relacionado à responsabilidade, ao relacionamento com as pessoas, ao trabalho em equipe e ao profissionalismo adquiridos”, sublinha.

Pedro Pinheiro, estudante do curso de Jornalismo e estagiário da TV Unifor  — Foto: arquivo pessoal

Pedro Pinheiro, estudante do curso de Jornalismo e estagiário da TV Unifor — Foto: arquivo pessoal

Há três anos, a estudante de Arquitetura, Ana Beatriz Vieira de Sá, 23, estagia empolgadamente na TV Unifor, respondendo pela cenografia da mior parte da grade de programação. “Entrei como voluntária e depois de um ano me tornei bolsista. Essa experiência me modificou como profissional e como pessoa. Projetar, criar, conversar com o cliente, no caso os jornalistas e professores, me relacionar com outros funcionários, como marceneiros, gesseiros, pintores, tudo isso me fez descobrir a paixão e a vocação para a cenografia. Se estagiasse em um escritório de arquitetura na certa eu estaria atrás de um computador nesse momento. E é como cenógrafa e às voltas com a comunicação visual que quero ingressar no mercado de eventos e entretenimento que, espero, seja tão rico, diverso, acolhedor e desafiador quanto o estágio na TV Unifor”, destaca.

Ana Beatriz, estagiária da TV Unifor e estudante de Arquitetura e Urbanismo  — Foto: arquivo pessoal

Ana Beatriz, estagiária da TV Unifor e estudante de Arquitetura e Urbanismo — Foto: arquivo pessoal

Em tempos de pandemia, o desafio maior para a arquiteta e cenógrafa em formação tem sido montar cenários fora dos estúdios da TV Unifor, ou melhor, na própria casa de cada apresentador ou apresentadora. “Preciso chamar a atenção para o cuidado com a acústica, a iluminação e o próprio cenário, evitando a parede branca. Então nos valemos de itens decorativos, pôsteres, souvenires e o que tiver disponível no ambiente doméstico para exercitar a criatividade e fugir do lugar comum”, diverte-se a estagiária que já assinou inclusive o projeto do stand da TV Unifor na última Bienal do Livro, tornando o espaço convidativo, funcional e arrojado a um só tempo, com uma área instagramável das mais visitadas e um “aquário” envidraçado ideal para as transmissões televisivas ao vivo.CONTEÚDO DE RESPONSABILIDADE DO ANUNCIANTE

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Por Unifor

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