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Saneamento: há lobby corporativo contra

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Dominado por corporações, o Estado brasileiro tem dificuldade de avançar também na área do saneamento básico. Há um lobby das empresas públicas estaduais – a Cagece no meio – contra o novo marco regulatório do saneamento, cujo texto-base já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta permite a entrada da iniciativa privada no setor. Os partidos de esquerda, principalmente os do Norte e do Nordeste – onde a situação é mais triste, caótica e desesperadora – são contra o projeto, mesmo que seu eleitorado – a população mais pobre – continue vivendo em bairros com esgoto a céu aberto. As empresas estatais de saneamento – e de novo a Cagece entre elas – não têm dinheiro para ampliar as redes de água e de esgoto, razão pela qual o reforço do capital privado é a saída lógica e mais urgente. Aqui em Fortaleza, mais de 40% da área urbana da cidade não têm rede de esgotamento sanitário.

Senai

Segunda-feira, 16, o Senai-Ceará, sob a direção-geral de Paulo André Holanda, certificará 4 mil internos de 14 unidades do sistema prisional do Estado. Orientados por professores do Senai, eles foram capacitados – durante 220 horas de aula – na manutenção de computadores e de edificações, técnicas de pintura de obras, instalação elétrica predial, instalação hidráulica, mecânica de ciclo-otto, serralheiro de metais e até corte e costura em tecido plano. A entrega dos certificados será na Unidade Prisional de Itaitinga.

Dentro do mar

Anunciada ontem à tarde, com exclusividade, por este colunista no portal do Diário do Nordeste, a notícia de que um grupo ítalo-belga investirá R$ 5,2 bilhões para construir nas águas marinhas de Caucaia a primeira usina eólica “off shore” do Brasil causou impacto positivo. “É um evento importante para a economia do Ceará”, disse Fernando Cirino, ex-presidente da Fiec e um investidor na área das energias renováveis.

Fundo de pensão

Fundos de pensão têm hoje, no Brasil, um patrimônio de R$ 944 bilhões – ou 13,4% do PIB. A Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar prevê: até julho de 2020, esse patrimônio chegará à casa de R$ 1 trilhão.

Adauto farias, que é presidente do Conselho da Companhia de Cimento Apodi, informa: há um claro e forte sinal de retomada da atividade econômica. A construção civil – diz ele – passou a adquirir mais cimento. “O pior já passou”, afirma, acrescentando que a produção de sua empresa registra bom incremento.

Adahil jr, vereador do PDT de Fortaleza, chamou a atenção das 400 pessoas que, convidadas, foram ao “almoço do governador”, oferecido ontem pela Fiec a Camilo Santana pelo 5º ano consecutivo. O parlamentar vestiu uma bonita camisa esporte de manga curta com desenho floral. A maioria dos presentes estava de blazer.

Egídio Serpa

Diário do Nordeste

 

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