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Sarampo: com casos no Nordeste, Ceará entra em alerta

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Uma das viroses comuns na infância, o sarampo está em pleno surto, atualmente, em pelo menos 53 cidades brasileiras, de acordo com o Ministério da Saúde. O Ceará está livre da doença desde 2015, sem nenhum caso confirmado – mas, com o objetivo de evitar novos casos, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) lançou nota com informações e alertas sobre a virose.

Entre dezembro de 2013 e julho de 2015, o Estado vivenciou uma epidemia de sarampo, com 1.052 casos confirmados. Logo depois, em 24 de setembro de 2015, o fim da transmissão do vírus foi anunciado. O Ceará foi declarado livre do sarampo no ano seguinte, e a cobertura vacinal se manteve em 100% desde então.

A Sesa alerta, porém, que “é uma doença altamente contagiosa e, somado ao grande fluxo de pessoas entre os estados e países, o sarampo pode se espalhar, inclusive, para locais que já eliminaram a doença.” A virose é transmitida entre as pessoas, pelo ar, por secreções respiratórias ou da boca e gotículas produzidas em tosse ou espirro.

Sintomas e prevenção

Febre, conjuntivite, coriza, tosse e manchas vermelhas são os principais sinais da virose. A secretaria orienta que, ao apresentá-los, o paciente “procure uma unidade de saúde para atendimento e realização de exames. Toda pessoa não vacinada e que nunca teve a doença é suscetível a contrair o sarampo”, pontua a nota.

A vacinação é a única maneira de prevenir o sarampo. O esquema vacinal é feito por meio da vacina tríplice viral, disponível em todos os postos de saúde do Estado. A 1ª dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade; e a segunda, 15 meses (com tetra viral ou tríplice viral + varicela). Toda criança, adolescente e adulto até 49 anos deve ter tomado as duas doses.

Na nota, a Saúde estadual lista estratégias para garantir a imunização dos cearenses: rotina, com vacina contínua nos postos (de 12 meses a 49 anos); bloqueio vacinal, com vacinação seletiva em até 72 horas após o indivíduo ter tido contato com caso suspeito ou confirmado, a fim de interromper a cadeia de transmissão (a partir de 6 meses, sem limite de idade); vacinação casa a casa (ou “operação limpeza”), com a verificação da situação vacinal de todos os indivíduos a partir dos 6 meses até 49 anos de idade e realização da vacinação seletiva; e intensificação vacinal, com busca ativa de faltosos, identificação de bolsões de não vacinados e vacinação deles.

Orientações

Aos cearenses, a Sesa orienta “que as pessoas que estiverem com viagens programadas para locais com circulação do vírus do sarampo busquem o posto de saúde mais próximo para verificar a necessidade de vacinar-se contra a doença.”

Aos profissionais de saúde, a Pasta reforça a necessidade de “atentar-se quanto a pessoas que apresentem sintomas característicos da doença e/ou realizaram viagem para locais com circulação do vírus” e tomar providências imediatas, como coleta de material para exames e bloqueio vacinal.

G1 CE

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