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Servidor do INSS teria desviado R$ 14 milhões e investido em fazenda de camarão em Jaguaribe

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Servidor do INSS e empresário são suspeitos de lavagem de dinheiro em Fortaleza e Jaguaribe. Operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta terça-feira, 30, cumpre três mandados de busca e apreensão e sequestro de bens. A investigação começou em 2020 e, por meio dos dados colhidos pela PF, houve indícios de que uma empresa recebeu aportes financeiros do servidor público do INSS, decorrentes de crimes anteriores de fraudes a centenas de benefícios previdenciários.

De acordo com o chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da PF, delegado Alan Robson Alexandrino, em entrevista à repórter da Rádio O POVO CBN, Mônica Damasceno, desde a primeira fase da Operação Frenesi, em 2019, foi identificada uma ocultação de recursos recebidos pelo servidor do INSS de forma criminosa. “A gente identificou R$ 14 milhões que o servidor desviou e o investimento desses valores em criação de camarão em uma empresa em Jaguaribe”, detalhou. PUBLICIDADE

Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos domicílios do empresário, do servidor público e na fazenda de carcinocultura onde o dinheiro ilícito estaria sendo investido no esquema de lavagem de dinheiro. “A Polícia vai se debruçar sobre os equipamentos recolhidos hoje, celulares, computadores, a própria perícia está sendo feita na fazenda, para identificar esses valores e recuperá-los para o INSS”, detalhou o delegado.   

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Ainda conforma o delegado, o servidor do INSS está afastado, respondendo pelo crime e por processo disciplinar e o empresário está sendo ouvido na sede da PF nesta terça-feira, 30. O inquérito será encaminhado para a Justiça.

A operação chamada Frenesi 2 tem o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro decorrente de crimes previdenciários relacionados a um servidor público e um empresário. Os mandados são expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal, em domicílios investigados em Fortaleza e Jaguaribe, no Ceará. “A investigação contou com atuação da Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT), do Ministério do Trabalho e Previdência”, informou a Polícia Federal.

Operação Frenesi 1

 A partir do material identificado na operação Frenesi 1, a investigação mostrou que o servidor constituiu empresa em sociedade com particular, que ocultava e dissimulava valores e percepção de lucros a partir de recursos que eram desviados dos cofres do INSS. Eles faziam isso para converter os valores em bens lícitos. Havia incompatibilidade financeira dos rendimentos do servidor público com os investimentos efetuados na empresa.  

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