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Sobe para 55 o número de óbitos por Covid-19 em abrigos para idosos no Ceará

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Por Isabella Campos e Sabrina Souza, G1 CE

O número de óbitos por Covid-19 registrados em idosos abrigados em Instituições de Longa Permanência (ILPIs) chegou a 55 no Ceará, até o último dia 19. Em maio, o total era de 26 óbitos em decorrência da doença. Os dados foram fornecidos pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE).

Dentre os idosos neste tipo de abrigo, Fortaleza segue tendo a maior soma de óbitos, com 35 dos 55 idosos. Sobre o número de casos confirmados, pelo menos 500 diagnósticos foram feitos no Estado, sendo 269 na Capital. Em contrapartida, outros 394 já foram recuperados no Ceará.

De acordo com o MPCE, os dados são aproximados, já que, das 66 instituições presentes em todo o Estado, somente 53 responderam ao questionário de acompanhamento. Em Fortaleza, apenas 16 das 25 ILPIs enviaram as informações. No total, conforme a última atualização do órgão, o Ceará tem 1.607 idosos institucionalizados.

Medidas

Com o número de casos e óbitos por causa da Covid-19 em ILPIs em Fortaleza, no último dia 10 os abrigos começaram a passar por fiscalização da 15ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, com atribuição na Tutela Coletiva da Pessoa Idosa, após o MPCE cobrar medidas mais efetivas para evitar a transmissão do vírus nos abrigos.

Segundo o promotor de Justiça Hugo Porto, que coordena a área do idoso do Grupo Especial de Combate à Pandemia do Novo Coronavírus do MPCE, apesar dos acréscimos, a situação nas ILPIs têm mostrado uma melhora.

“Houve uma melhoria dos índices, mas eu falo em Fortaleza, devido a própria dinâmica do vírus. Mas hoje, por exemplo, na Casa de Nazaré (abrigo de idosos) tivemos a feliz notícia que não tem nenhum contaminado, nenhum com isolamento e nenhum com suspeita [de Covid-19]. Então a gente percebe uma evolução sim”, afirma.

Conforme Porto, as inspeções acontecem de forma remota, além da forma semipresencial, com o apoio de uma pessoa do Serviço Social do MPCE. “A gente desenvolveu alguns canais e algumas ferramentas para fazer essas inspeções remotamente, como dois checklists virtuais; acompanhamento das câmeras, guardando a privacidade dos idosos; e acompanhando como é feito quando um idoso que precisa ir ao hospital ou instituição financeira, como é esse transporte, além de como está acontecendo o contato seguro entre os familiares, já que as visitações estão suspensas desde março”, explica.

Visitas

Segundo o promotor José Aurélio Silva, que participa das inspeções, “no último lar que visitamos [Casa de Nazaré], eles encontraram uma alternativa interessante. O parente ou amigo pode ir até a portaria e eles levam o idoso a uma distância segura para eles se verem. É importante também esse ver físico, para não perder esse vínculo, para que esse abalo não seja tão forte”.

Com as visitas suspensas, o promotor Hugo Porto ressalta a necessidade para um trabalho voltado para a saúde mental dos idosos. “Agora pensamos em viabilizar um canal para que esses idosos, virtual mesmo, de acolhimento psicológico. Porque sabemos que tem idosos que estão ali, perderam seu amigo, compõe o grupo de risco, a fragilidade é maior e isso trás uma carga de estresse elevada para eles. Precisamos lidar com a saúde mental dos residentes”, finaliza.

Casos de coronavírus no Ceará
Casos confirmadosMortes confirmadas15/0319/0323/0327/0331/0304/0408/0412/0416/0420/0424/428/0402/0506/0510/0514/0518/0522/0526/0530/0503/0607/0611/0615/0619/0623/0627/06025k50k75k100k125k
Fonte: Sesa
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