Terremoto de magnitude 7,3 na fronteira entre Iraque e Irã deixa mais de 300 mortos

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Um terremoto de magnitude 7,3 na escala Richter sacudiu no domingo a montanhosa fronteira entre Irã e Iraque, na região autônoma do Curdistão, segundo informou o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS). O sismo, ocorrido às 21h18 hora local (15h18 em Brasília), deixou mais de 300 mortos e 2.800 feridos, a grande maioria do lado iraniano. As equipes de resgate estão trabalhando para retirar sobreviventes dos escombros. Segundo a imprensa iraniana, uma mulher e um bebê foram resgatados com vida na manhã de segunda-feira.

O tremor deixou pelo menos 328 mortos e mais de 2.500 feridos na província de Kermanshah, no oeste do Irã, de acordo com o último balanço oficial divulgado pela televisão estatal. No lado iraquiano, as autoridades da região semiautônoma do Curdistão contaram oito mortos e 321 feridos, informou a rede de televisão curda Rudaw.

Na tarde de segunda-feira, a USGS e a agência homóloga iraniana determinaram o epicentro a 50 quilômetros ao norte de Sarpol-e Zahab, a cidade mais afetada pelo sismo, onde morreram 236 pessoas. A televisão estatal mostrou imagens de edifícios de cinco ou seis andares sem fachadas, mas cujas estruturas e pisos resistiram ao tremor.

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, pediu que o Governo e as forças de segurança mobilizem “todos os seus recursos” para ajudar a população. O terremoto foi sentido em todas as províncias do Iraque e no Qatar. A capital, Bagdá, tremeu por 20 segundos. Imagens publicadas em redes sociais mostram danos materiais consideráveis em alguns estabelecimentos, como um supermercado em Halajba, com vidros quebrados e várias prateleiras no chão.

No Irã, pelo menos oito aldeias foram afetadas. “O terremoto foi sentido em várias províncias iranianas próximas à fronteira com o Iraque. Oito aldeias foram danificadas. Algumas ficaram sem eletricidade. Equipes de resgate foram enviadas a essas áreas”, informou a televisão iraniana. Os danos às linhas de fornecimento de água e eletricidade cortaram o abastecimento em aldeias e cidades de Kermanshah. Muitas casas na zona rural dessa província iraniana são feitas de adobe e desmoronam facilmente quando há catástrofes naturais desse tipo.

Depois do terremoto, a população se aglomerou nas ruas devido ao risco de réplicas, segundo um funcionário local do Crescente Vermelho. O site do Instituto de Geofísica da Universidade de Teerã informa que o terremoto foi seguido de centenas de tremores, os mais fortes de magnitude 4,7.

Irã e Iraque estão situados em uma região com várias falhas geológicas, onde os terremotos são relativamente frequentes. O sismo mais grave dos últimos anos foi o de 2003 em Bam, no sudeste do Irã, que provocou 31.000 mortes.

EL PAÍS

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