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Trem da Transnordestina gasta 7 dias de Pecém a Itaqui

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Os cerca de 100 empresários, executivos, professores e alunos universitários que ouviram, na Expolog, as exposições e os debates sobre as possibilidades de novos negócios no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) alegraram-se quando o gerente comercial da Ferrovia Transnordestina Logística FTL S/A, Sóstenes Bernardes, revelou que sua empresa está transportando, com regularidade, diferentes tipos de carga desde o Porto do Pecém até o de Itaqui, em São Luís do Maranhão.

Para isso, a FTL usa um longo trem de 55 vagões, cada um com um contêiner de 20 ou 40 pés, puxados por uma de suas 99 locomotivas, algumas das quais têm potência de 1.200 cavalos.

As mesmas pessoas assustaram-se, porém, com outra informação da mesma fonte: essa viagem de trem dura sete dias. Sete dias! Um percurso que o caminhão faz em menos de 24horas.

Em 1997, ou seja, no século passado, a FTL, com o nome de Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), ganhou a concessão de toda a malha da antiga Rede Ferroviária Federal (Rffsa), incluindo o trecho que une Fortaleza à capital maranhense.

Passados 22 anos, esse trecho de 900 quilômetros de extensão e bitola métrica continua com as mesmas deficiências de quando era estatal.

Como melhorar a logística do transporte no Nordeste, se o modal ferroviário existente na região – e hoje com gestão privada – segue deficiente? Com a palavra a Transnordestina.

Olho nela

Duna Uribe, que representa o Porto de Roterdã na diretoria da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), foi, durante a Expolog – o Seminário Internacional de Logística, encerrado quinta-feira (28) – a personalidade que mais atraiu a atenção de empresários e executivos de empresas de logística presentes ao evento.

Com sua larga experiência de diretora do Porto de Roterdã, essa simpática cearense de Jaguaribe, neta do saudoso ex-prefeito Franklin Gondim, tem sido procurada por brasileiros e estrangeiros interessados em investir na área do CIPP e da ZPE do Pecém. Quinta-feira, Duna Uribe recebeu uma boa notícia: um forte grupo americano do setor pesqueiro vem aí para tratar de negócios com ela.

Otimismo

Carlos Maia, sócio e diretor da Tecer Terminais, não tem dúvidas: “A parceria Pecém-Roterdã é uma vantagem que só o Ceará tem. E a ZPE do Pecém será um polo industrial já, já”.

Egídio Serpa/Diário do Nordeste

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