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Três famílias francesas lideram esforço de 700 milhões de dólares por Notre-Dame

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A Coroação de Napoleão é uma pintura de 1807 do artista francês Jacques-Louis David. A obra retrata o momento da coroação de Napoleão I como Império da França na Catedral de Notre-Dame, em 2 de dezembro de 1804.

Equipe Focus*
focus@focus.jor.br

As três famílias mais ricas da França se mobilizaram com o objetivo de socorrer um dos mais importantes ícones da cultura ocidental ao liderar a campanha de arrecadação de fundos para reconstruir a catedral de Notre-Dame. Até aqui, a expectativa é de 700 milhões de dólares em doações.

As três famílias comandam grandes conglomerados mundiais do consumo de alto padrão. Assim como Notre-Dame, suas marcas são icônicas. Os gigantes do setor de luxo LVMH Group, Kering e L’Oréal já prometeram, em declarações públicas, 500 milhões de euros após o grande incêndio que quase destrói a catedral de Paris, que tem quase 900 anos de História.

A LVMH ( LVMHF ) e seu CEO, Bernard Arnault, prometeram 200 milhões de Euros. A família Bettencourt Meyers, que controla a L’Oreal ( LRLCF ), não quis ficar atrás e bancou as mesmas fichas. Já a família Pinault, que opera conglomerado de luxo Kering ( PPRUF ), decidiu bancar 100 milhões de Euros.

Sim, não podemos deixar de dizer. No ramo em que essas empresas atuam, uma boa imagem vale ouro. Portanto, é um ótimo investimento colar suas marcas a esse grande esforço de reconstrução da catedral aonde a heroína francesa, Joana d´Arc, foi beatificada pelo Papa São Pio X.

“As três dinastias da moda invocaram o patriotismo e compartilharam a identidade cultural para explicar sua generosidade após o incêndio devastador”, relata reportagem da CNN Business.

Outras empresas francesas também fizeram grandes cheques: a empresa de petróleo e gás Total (TOT) prometeu € 100 milhões, enquanto a empresa de tecnologia e consultoria Capgemini dará € 1 milhão.

Combinado com outras doações de empresas, incluindo o banco francês Crédit Agricole, o montante total prometido por doadores de negócios e ricos chegou a US $ 700 milhões.

“A LVMH, dona da Louis Vuitton, Christian Dior e Givenchy, disse em um comunicado que sua doação mostrava ‘solidariedade com essa tragédia nacional’ e que fundos seriam usados ​​para reconstruir essa catedral extraordinária ‘símbolo da herança e da unidade francesas’.

A LVMH informou que disponibilizará suas equipes criativa e financeira para ajudar na reconstrução e na solicitação de doações. Arnault, seu CEO, é a terceira pessoa mais rica do mundo. Seu patrimônio líquido é de US $ 90,4 bilhões, mais do que o de Warren Buffett ou Mark Zuckerberg (dados da Bloomberg).

Além de suas linhas de moda, a LVMH controla marcas de alta qualidade como a Dom Pérignon, Hennessy e Veuve Clicquot, além da popular varejista de beleza Sephora.

A Kering, que é o lar de marcas como Gucci e Yves Saint Laurent, teve o mérito de iniciar a corrida de doações a favor de Notre-Dame. “Essa tragédia está atingindo todo o povo francês e, além disso, todos aqueles ligados a valores espirituais”, disse François-Henri Pinault, CEO da Kering, em um comunicado. A família Pinault vale cerca de US $ 37,3 bilhões (Bloomberg) e comanda marcas como Alexander McQueen e Balenciaga.

A família Bettencourt possui uma participação de 33% na L’Oreal, que controla marcas como Maybelline, Lancome, Garnier e Kiehl’s. Françoise Bettencourt Meyers, a mulher mais rica do mundo, vale US $ 53,5 bilhões, segundo a Bloomberg. Ela herdou a estaca de sua mãe, Liliane Bettencourt, falecida em 2017 . Bettencourt Meyers é a neta do fundador da empresa, Eugene Schueller.

*Com informações da CNN Business

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